A alta da inflação subjacente na zona do euro reforça a expectativa de aperto monetário pelo BCE na reunião da próxima semana.
A inflação na zona do euro manteve sua trajetória de alta, superando a marca de 3% em junho de 2026, após atingir 3,2% em maio. Este cenário, o mais elevado desde 2023, é impulsionado tanto pelo custo da energia quanto por um crescimento acima do esperado na inflação subjacente. A persistência desses indicadores sugere que os efeitos secundários na economia europeia estão se tornando mais evidentes, complicando o controle de preços pelo Banco Central Europeu (BCE).
Diante desse quadro, cresce a pressão sobre o BCE para adotar medidas restritivas em sua próxima reunião de política monetária, marcada para a semana que vem. O mercado financeiro já precifica um possível aumento nas taxas de juros como resposta imediata, embora a medida gere preocupações sobre o impacto no crescimento econômico do bloco. Analistas seguem monitorando como esse aperto monetário afetará o custo de vida e a atividade industrial europeia nos próximos meses, enquanto o banco busca equilibrar a estabilidade de preços com a manutenção da atividade econômica.
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