Corretoras ajustam carteiras para novembro após reeleição de Lula
Após a queda do Ibovespa, corretoras priorizam ativos resilientes; XP altera carteira Top Ações e aumenta exposição a ativos pós-fixados.
Pontos principais
- Ibovespa recuou 13,88% e dólar subiu 8,21% no primeiro pregão após a reeleição.
- A XP substituiu BTG Pactual e Nubank por JBS, WEG e Caixa Seguridade na carteira Top Ações.
- XP aumentou peso de ativos pós-fixados e elevou recomendação para ações internacionais para 'overweight'.
- CIO da XP, Artur Wichmann, aponta dívida pública e incertezas fiscais como riscos principais para o cenário brasileiro.
- Petrobras e Sabesp lideram recomendações de compra entre as instituições consultadas, com oito indicações cada.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultando em uma queda de 13,88% no Ibovespa e uma valorização de 8,21% do dólar. Diante da incerteza, corretoras revisaram suas carteiras recomendadas para novembro, priorizando ativos mais resilientes e de menor risco para proteger o patrimônio dos investidores. Petrobras e Sabesp figuram como as escolhas favoritas, recebendo oito indicações cada entre as instituições consultadas.
A XP Investimentos realizou ajustes estratégicos, trocando BTG Pactual (BPAC11) e Nubank (ROXO34) por JBS (JBSS32), WEG (WEGE3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além de aumentar a posição em Rede D'Or (RDOR3). Paralelamente, a casa adotou uma postura mais defensiva na alocação geral, aumentando o peso de ativos pós-fixados e elevando a recomendação para ações internacionais para 'overweight'. Segundo o CIO da XP, Artur Wichmann, a decisão reflete preocupações com a dívida pública e a redução da probabilidade de um ajuste fiscal robusto no próximo governo.
Segundo a XP, a carteira Top Ações busca superar o Ibovespa no longo prazo, com base em visão de longo prazo, diversificação setorial, valuation atraente e boas perspectivas de crescimento. A composição é revisada mensalmente e pode ou não sofrer alterações, sendo que a instituição mantém os pesos completos em relatório restrito a clientes. Enquanto o mercado debate o futuro da Selic, a XP reforça a cautela com a Bolsa brasileira, mantendo recomendação neutra para o mercado local.
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