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Abdul El-Sayed é eleito o primeiro senador muçulmano dos EUA

O democrata Abdul El-Sayed derrotou o republicano Mike Rogers em Michigan, tornando-se o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado americano na história do país.

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Foto: G1 Mundo
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03/11 às 21:15, atualizado 04/11 às 08:32

Pontos principais

  • Abdul El-Sayed, médico e progressista, venceu a eleição em Michigan com 51,8% dos votos.
  • A vitória marca a primeira vez que um muçulmano é eleito para o Senado dos Estados Unidos.
  • O resultado contribuiu para que o Partido Democrata recuperasse o controle de ambas as casas do Congresso.
  • A campanha de El-Sayed focou em pautas como saúde universal, Medicare for All e taxação de bilionários.
  • O candidato enfrentou ataques diretos de Donald Trump e J.D. Vance, que questionaram sua lealdade e laços religiosos.
  • A deputada democrata Haley Stevens, derrotada nas primárias, declarou apoio ao republicano Mike Rogers, gerando uma crise interna no partido.
  • El-Sayed recebeu o apoio do ex-presidente Barack Obama na reta final da disputa eleitoral.
  • O senador eleito foi alvo de polêmicas sobre supostas ligações com a Irmandade Muçulmana, alegações que ele negou publicamente.
  • A vitória de El-Sayed encerrou um período de mais de 30 anos sem vitórias democratas para o Senado no estado de Michigan.

O democrata Abdul El-Sayed, médico e professor de epidemiologia, foi eleito senador pelo estado de Michigan, tornando-se o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. A vitória, confirmada após uma disputa acirrada contra o republicano Mike Rogers, foi um dos destaques das eleições de meio de mandato de 2026, consolidando o avanço do Partido Democrata no Congresso nacional.

A campanha de El-Sayed foi marcada por uma plataforma progressista, que incluiu a defesa da saúde universal, a eliminação de dívidas médicas e o aumento de impostos para bilionários. Durante o processo eleitoral, o candidato enfrentou ataques diretos do presidente Donald Trump e de aliados republicanos, que questionaram sua lealdade aos Estados Unidos e tentaram associá-lo a grupos extremistas, acusações que o novo senador negou veementemente ao longo de toda a corrida eleitoral.

O pleito em Michigan também foi palco de tensões internas no Partido Democrata. A deputada Haley Stevens, que havia perdido as primárias para El-Sayed, rompeu com a legenda e declarou apoio ao adversário republicano, gerando revolta entre lideranças democratas e a renúncia de diversos assessores. Apesar do racha, o apoio do ex-presidente Barack Obama na reta final e a forte mobilização da comunidade árabe local foram decisivos para garantir a vitória de El-Sayed com 51,8% dos votos.

Este resultado integra um cenário mais amplo de mudanças no legislativo americano, onde os democratas recuperaram o controle de ambas as casas do Congresso. A eleição de El-Sayed é vista por analistas como um marco histórico na representatividade política dos EUA, ocorrendo em um contexto de forte polarização sobre temas como a política externa americana e o custo de vida, fatores que influenciaram o comportamento do eleitorado nas eleições de meio de mandato.

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