NCSC prevê uso rotineiro de ciberataques com IA por China e Rússia até 2028
A revisão anual do centro britânico também vê como altamente provável um ransomware com IA contra infraestrutura crítica até 2028.
Pontos principais
- O NCSC publicou em 3 de novembro a Revisão Anual 2026, cobrindo de 1º de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026.
- O NCSC chama a China de “desafio cibernético mais sofisticado e sustentado” do Reino Unido.
- O NCSC classifica a Rússia como a ameaça cibernética atualmente “mais audaciosa” contra o país.
- O NCSC diz ser quase certo que a IA será multiplicador de força para atacantes habilidosos.
- Richard Horne anunciou o National Exposure and Real-Time Vulnerability Centre, que usará IA para identificar vulnerabilidades na infraestrutura crítica e na economia britânica.
O NCSC (National Cyber Security Centre, o centro nacional de cibersegurança do Reino Unido) considera altamente provável que, até 2028, China, Rússia e outros Estados usem rotineiramente capacidades cibernéticas de IA para objetivos geopolíticos. Segundo o órgão, a IA será um multiplicador de força para atacantes habilidosos, acelerando reconhecimento e descoberta de vulnerabilidades. Ela deve ser usada junto com operadores humanos, e não para conduzir ataques de ponta a ponta. Também considera altamente provável que malware com IA já tenha sido usado em ataque de ransomware contra a infraestrutura crítica nacional do Reino Unido até 2028.
O CEO do NCSC, Richard Horne, escreveu que a resiliência cibernética do país “ainda não está onde deveria” e que a ameaça cresceu mais rápido que as defesas. Ele disse que o Irã ainda conduz operações cibernéticas maliciosas, inclusive contra o Reino Unido, com alvos vistos como ameaças ao regime, o que os expõe a risco de dano físico.
