Anthropic lança iniciativa Cyber Mission para cibersegurança
A Anthropic lançou a Cyber Mission, compromisso de longo prazo que leva modelos de IA a provedores de infraestruturas críticas e oferece varreduras gratuitas em projetos de código aberto.
Pontos principais
- A Cyber Mission começa em dois eixos: infraestruturas críticas e software de código aberto.
- O Critical Infrastructure Defense Program (CIDP) leva modelos de fronteira, engenheiros no local e pesquisa de ameaças a provedores que protegem a tecnologia operacional de redes elétricas, água, transportes e sistemas governamentais.
- Parceiros fundadores do CIDP: Accenture, Booz Allen, CrowdStrike, Deloitte, Dragos, Hitachi, Insane Cyber, Nozomi Networks, Palo Alto Networks, PwC e Rockwell Automation.
- A primeira etapa do CIDP é um pequeno grupo de provedores; empresas podem manifestar interesse por formulário.
- O OSS Scanner faz varreduras periódicas com os modelos mais capazes da empresa, em projetos de código aberto que se inscrevem.
- O Project Glasswing foi incorporado ao Cyber Verification Program expandido, que dá acesso aos modelos mais capazes a mais defensores.
- O Defender Advantage Fund (0xDAF) mantém o OSS Scanner gratuito e financia programas-piloto de defesa.
- Mantenedores de projetos de código aberto podem pedir assinaturas gratuitas do Claude Max pelo Claude for Open Source.
A Anthropic lançou a Cyber Mission em 8 de outubro como compromisso de longo prazo com a segurança dos sistemas de que todos dependem. Em infraestruturas críticas, a empresa lembra que equipamentos de tecnologia operacional muitas vezes não podem ser desligados para correção, e que vulnerabilidades conhecidas podem ficar sem solução por anos. Por isso, operadores de qualquer porte dependem de um pequeno conjunto de provedores, e é nesse grupo que o CIDP atua.
No eixo de código aberto, a Anthropic afirma que os relatórios do OSS Scanner são gerados por modelo e enviados sem revisão humana, o que significa que alguns terão erros, como severidade mal classificada. A empresa espera taxa de verdadeiros positivos acima de 90% e diz que o serviço é voltado a projetos com capacidade de tratar os achados, enquanto os demais continuarão recebendo divulgações verificadas por humanos. Cada relatório traz prova de conceito, explicação e, quando há uma, correção sugerida.
Segundo a Anthropic, a razão é que ferramentas defensivas, incluindo as próprias, ainda não chegaram aos defensores que precisam delas.
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