Eleitores americanos votam sobre restrições a novos data centers
Medidas locais sobre data centers vão à votação nos Estados Unidos nesta terça-feira, a maior parte delas para limitar ou proibir a construção dessas instalações.
Pontos principais
- Segundo a Ballotpedia, 41 das 50 medidas locais sobre data centers estão na cédula desta terça-feira, nas eleições de meio de mandato.
- Eleitores expressam preocupação com o alto consumo de energia, ruído e poluição.
- Peru e Wells, no Maine, votam moratórias de 180 dias; várias proibições só alcançam instalações acima de 25 MW de demanda elétrica.
- A Ballotpedia conta 21 medidas em Ohio, em 18 jurisdições, e sete em Illinois, quatro delas no condado de Madison.
- Nem todas restringem: quatro medidas consultivas em comunidades de Illinois aconselham a permitir novos data centers.
- Segundo a Ballotpedia, seis medidas já foram decididas até 30 de outubro, e em todas a maioria votou por mais limites, como em Monterey Park, na Califórnia, onde 88% aprovaram a proibição.
- A iniciativa estadual de Ohio, que proibiria data centers acima de 25 MW, não entrou na cédula; a campanha mira a eleição de 2027.
- Pesquisa da Universidade Quinnipiac indica que 72% dos eleitores são contrários à instalação de um novo data center em sua comunidade.
- O presidente Donald Trump manifestou oposição às restrições, citando geração de empregos e impostos.
Eleitores de municípios dos Estados Unidos votam nesta terça-feira sobre a expansão de data centers em suas comunidades, na mesma eleição de meio de mandato. Além de moratórias e proibições, há propostas que exigem aprovação popular ou revisão adicional para projetos grandes, e outras que buscam preservar o caráter rural de Monroe e Sprigg, distritos de Ohio.
Em Piqua, Ohio, e em Yukon, Oklahoma, a disputa ganhou contornos políticos locais: eleitores decidem também se destituem prefeitos que apoiaram a instalação de data centers de inteligência artificial. Os moradores buscam maior controle sobre o desenvolvimento local, enquanto representantes do setor alertam que as restrições podem comprometer a competitividade econômica e a arrecadação tributária.
