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Trump pressiona Nova York a revogar suspensão de novos data centers

O presidente Donald Trump criticou a moratória de um ano imposta por Nova York a novos data centers, alegando riscos à competitividade tecnológica dos EUA frente à China.

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Foto: G1 Mundo
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15/07 às 08:02 · atualizado 18:34

Pontos principais

  • O estado de Nova York suspendeu por um ano a construção de data centers que demandem mais de 50 megawatts de energia.
  • A governadora Kathy Hochul justificou a medida como necessária para avaliar impactos ambientais e o consumo de recursos locais.
  • Donald Trump classificou a decisão como uma manobra política que prejudica a economia e a criação de empregos.
  • O presidente alertou que a restrição pode comprometer a liderança americana na corrida global pela inteligência artificial.
  • Defensores do setor temem que a iniciativa de Nova York sirva de modelo para restrições similares em outros estados americanos.
  • Trump defendeu que empresas de tecnologia devem arcar com os custos de infraestrutura, mas que a expansão é vital para o país.

O presidente Donald Trump manifestou forte oposição à decisão do estado de Nova York de implementar uma moratória de um ano sobre a construção de novos data centers de grande porte. A medida, imposta pela governadora Kathy Hochul, restringe projetos que demandem mais de 50 megawatts de energia, com o objetivo declarado de permitir que o governo estadual analise os impactos ambientais e o consumo de recursos essenciais, como água e eletricidade, antes de estabelecer novos padrões de licenciamento. Trump utilizou a rede social Truth Social para exigir a reversão imediata da política, classificando-a como uma decisão motivada por questões políticas que prejudica a economia americana.

Para o presidente, a restrição coloca os Estados Unidos em desvantagem na corrida global pela liderança em inteligência artificial, alertando que o país corre o risco de perder terreno para a China. Trump argumentou que os data centers são motores fundamentais para a geração de empregos e receita fiscal, sugerindo que, desde que as empresas arquem com os custos de infraestrutura, a expansão dessas instalações deve ser incentivada. O presidente contrastou a postura de Nova York com a de estados como Flórida, Texas e Arizona, que, segundo ele, mantêm um ambiente mais favorável ao acolhimento de centros tecnológicos.

O debate ganha contornos estratégicos à medida que analistas políticos apontam que a regulação da infraestrutura de IA pode se tornar um tema central nas próximas eleições de meio de mandato. Representantes do setor tecnológico expressaram preocupação de que a iniciativa de Nova York possa desencadear um efeito cascata, levando outros estados a adotarem restrições semelhantes. A fragmentação regulatória, segundo especialistas, poderia dificultar a expansão da capacidade computacional necessária para o desenvolvimento de modelos avançados de machine learning, tornando a infraestrutura de dados um ponto de atrito crescente entre a política estadual e as ambições tecnológicas nacionais.

Fonte primária

Governadoria do Estado de Nova York (Kathy Hochul)

Ordem Executiva nº 62 — Moratória temporária de data centers em Nova York

A Ordem Executiva nº 62, assinada pela governadora Kathy Hochul em 14 de julho de 2026, institui moratória temporária sobre data centers em Nova York. Abrange instalações que consomem 50 megawatts de energia ou mais e determina que o Department of Environmental Conservation (DEC) mantenha em abeyance (suspensão) os pedidos pendentes de licença, aprovação ou autorização discricionária para construção ou expansão de data centers ainda não considerados completos na data da ordem — permissões municipais ficam fora do escopo. A moratória vale até que o Department of Public Service (DPS) entregue o relatório final do Generic Environmental Impact Statement (GEIS) e o respectivo findings statement, sem data de término fixa (previsão de cerca de um ano). Os considerandos da ordem citam quase 12 GW em pedidos de data centers na fila de interconexão como ameaça às metas de energia limpa do estado, grande demanda de água e energia com risco à infraestrutura e aos recursos hídricos públicos, marcos regulatórios existentes insuficientes para tratar impactos no uso da água, agravamento da escassez de água doce pelas mudanças climáticas, e processos de revisão ambiental vigentes que não avaliam de forma abrangente os impactos de data centers sobre as comunidades. A ordem prevê ainda que o estado emita, em até 60 dias, um Community Investment Framework orientando localidades a negociar benefícios comunitários (infraestrutura, creches, apoio financeiro direto) com as empresas.

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