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EUA atacam alvos na Ilha de Qeshm em ação descrita como defensiva

Os EUA atacaram alvos na Ilha de Qeshm, no Irã, em mais um de uma série de ataques limitados feitos em segredo, que autoridades americanas descrevem como defensivos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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03/11 às 09:00, atualizado 11:45

Pontos principais

  • Os ataques ocorreram na segunda-feira, 2 de novembro, e as informações vieram de autoridades americanas ouvidas sob anonimato.
  • Segundo o Wall Street Journal, o ataque é mais um de uma série de ações limitadas que os EUA vinham conduzindo em segredo contra o Irã nas últimas semanas.
  • Foi o primeiro ataque à Ilha de Qeshm desde junho.
  • A mediação do Catar busca um acordo provisório entre as partes nas próximas 36 horas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram alvos na Ilha de Qeshm, no Irã, localizada no estratégico Estreito de Hormuz. Autoridades americanas descrevem a operação como uma medida defensiva de pequena escala contra planos iranianos de ataques com mísseis contra instalações dos EUA na região.

A ação ocorreu em um cenário de escalada de tensões, após relatos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) sobre o disparo contra aeronaves americanas e a suposta derrubada de drones MQM-170 e MQ-9. A mídia estatal iraniana confirmou explosões em Qeshm, Hengam e Bandar Abbas, enquanto o governo de Teerã mantém a postura de que a responsabilidade por evitar um conflito maior recai sobre Washington.

Na segunda-feira, Trump disse a repórteres que “não estamos lutando há meses” e minimizou a chance de um retorno à guerra depois das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3/11). Ele vinha indicando que um acordo diplomático seria possível, e o Catar tenta costurar um entendimento provisório entre as partes.

O impacto econômico da crise reflete a incerteza geopolítica, com o petróleo apresentando forte volatilidade nos mercados internacionais. Após quedas acentuadas no início da semana, o Brent registrou leve alta no pregão asiático, refletindo a cautela dos investidores diante da possibilidade de novos desdobramentos no Estreito de Hormuz.

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