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Irã ataca bases dos EUA no Golfo após bombardeio que atingiu casamento

Ministério da Saúde iraniano contabiliza 18 mortos e 108 feridos; a Jordânia interceptou 10 de 13 mísseis e o Brent fechou a US$95,63.

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03/09 às 09:00

Pontos principais

  • O ministro da Saúde do Irã disse que 18 pessoas morreram e 108 ficaram feridas na mais recente onda de ataques dos EUA ao Irã, em 2 de setembro.
  • Quatro dos mortos foram atingidos em uma festa de casamento de um casal sunita em Sirik, cidade litorânea do Hormozgã, segundo a Guarda Revolucionária; duas mulheres e duas crianças, de 4 e 16 anos, estão entre os mortos, com pelo menos 68 feridos.
  • Dois especialistas em armamentos disseram à AP que fragmentos exibidos pela mídia iraniana vieram de um míssil de cruzeiro SLAM-ER de fabricação americana.
  • Em comunicado, a Guarda Revolucionária disse ter lançado uma segunda onda de mísseis balísticos, na 'Operação Ya Rasul Allah', contra o Camp Titin, base de fuzileiros dos EUA na Jordânia à beira do Golfo de Ácaba, afirmando ter matado 'grande número' de militares americanos e destruído instalações e helicópteros de ataque.
  • No Kuwait, a Guarda Revolucionária disse ter combinado mísseis e drones contra o posto de comando e o alojamento do comandante americano na base Ali Al Salem, incendiando depois o hangar e a rampa de lançamento de drones; ataques simultâneos miraram bases no Bahrein (Sheikh Isa), em Erbil e em outro ponto da Jordânia (Prince Hassan). A Jordânia interceptou 10 dos 13 mísseis balísticos disparados contra o país.
  • O Irã voltou a atacar bases dos EUA no Kuwait na quinta-feira, 3 de setembro.
  • A moeda iraniana atingiu mínima recorde em 2 de setembro, a 2,20 milhões de riais por dólar, 10% mais fraca que o recorde da semana anterior.
  • O Brent fechou em alta de 98 centavos, ou 1%, a US$95,63 o barril, e o WTI a US$91,01, com máximas intradiárias as mais altas desde 24 de julho.

A Marinha dos EUA escoltou 40 navios comerciais com 18 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, um recorde desde o início do conflito, enquanto repelia ataques de drones, segundo dois funcionários americanos ouvidos pela CNN.

Trump disse que os EUA podem atacar o Irã "a qualquer hora que quisermos" e sugeriu rebatizar o Estreito de Ormuz como "Estreito Trump".

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