EUA realizam eleições de meio de mandato com recorde de gastos
Americanos vão às urnas nesta terça-feira para renovar o Congresso e governos estaduais em um pleito visto como um referendo sobre o governo Trump.
Pontos principais
- O pleito renova a totalidade da Câmara dos Representantes, um terço do Senado e 36 governos estaduais.
- As campanhas eleitorais de 2026 tornaram-se as mais caras da história dos EUA, com gastos superiores a US$ 15 bilhões.
- A votação antecipada registrou um recorde de 54,5 milhões de votos depositados até a véspera do pleito.
- Pesquisas indicam uma desaprovação de 64% ao governo Trump, com o eleitorado focado em inflação e custo de vida.
- O Partido Democrata aparece como favorito para retomar o controle da Câmara, enquanto a disputa pelo Senado segue indefinida.
- Donald Trump sinalizou que adotará uma postura de veto caso perca a maioria legislativa para os democratas.
- Temas como imigração, regulação de inteligência artificial e a política externa, incluindo a guerra contra o Irã, dominam o debate.
- O pleito é amplamente interpretado por analistas como um referendo direto sobre a gestão do presidente Donald Trump.
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, um teste decisivo para a administração do presidente Donald Trump. O pleito renova todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Com o país sob alta polarização, a votação ocorre em um cenário de gastos recordes, que ultrapassaram a marca de US$ 15 bilhões em investimentos de campanha e publicidade.
As pesquisas de opinião apontam um cenário desafiador para o Partido Republicano, com o presidente Trump enfrentando um índice de desaprovação de 64%. A insatisfação dos eleitores é impulsionada principalmente pela economia, com foco na inflação e no custo de vida, além de preocupações com a política externa e a gestão da guerra contra o Irã. Enquanto os democratas buscam retomar o controle do Legislativo, mais de 54 milhões de americanos já participaram da votação antecipada, evidenciando o alto engajamento no processo eleitoral que muitos especialistas classificam como um referendo sobre o atual governo.
Caso os democratas conquistem a maioria no Congresso, o governo Trump poderá enfrentar um período de maior obstrução legislativa e possíveis investigações parlamentares. Em resposta, o presidente sinalizou que pretende adotar uma estratégia de "Sr. Veto", utilizando ordens executivas para contornar impasses e governar durante a segunda metade de seu mandato. O resultado das urnas, especialmente nos sete estados considerados cruciais para a composição do Senado, determinará o equilíbrio de poder em Washington pelos próximos dois anos.
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