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Pesquisa do Fed de San Francisco vê El Niño como risco à inflação nos EUA

Pesquisa do Fed de San Francisco estima que El Niño pode elevar o PCE dos EUA em até cerca de 1 ponto em 2027, alta que depende de uma La Niña seguinte, enquanto o emprego sobe.

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Foto: InfoMoney
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02/11 às 15:45, atualizado 16:32

Pontos principais

  • Um El Niño muito forte eleva o índice de preços PCE em cerca de 0,3 ponto percentual entre maio e julho, em relação a abril, segundo a média estimada pela autora.
  • No ano seguinte, o PCE pode subir cerca de 1 ponto percentual até novembro no modelo da autora, puxado por serviços e alimentos.
  • A gasolina responde por quase metade da alta de preços do PCE no verão.
  • Os payrolls sobem a partir de abril do ano seguinte, em vários setores e estados, e o desemprego cai.
  • Nos primeiros meses, os efeitos sobre o emprego são pequenos e se compensam entre setores.
  • O Federal Reserve mantém cautela diante de pressões inflacionárias persistentes, influenciadas por choques globais e tarifas recentes.

A economista Brigitte Roth Tran, do Federal Reserve Bank of San Francisco, estima em um working paper de outubro de 2026 que El Niño representa risco de alta para a inflação e o emprego nos Estados Unidos. Roth Tran ressalta que as opiniões são da autora, e não do banco nem do Sistema do Fed.

A estimativa de preços é uma média para episódios muito fortes, não uma medição do episódio atual, e a amostra é curta: dos 25 El Niños desde 1950, apenas quatro foram muito fortes. A alta do segundo ano desaparece quando se leva em conta o El Niño ou La Niña do ano seguinte, já que La Niñas costumam suceder El Niños, por isso a autora trata o efeito sobre preços como incerteza, não como previsão.

Entre as ressalvas, a autora lembra que um episódio forte como o atual pode trazer desastres que o modelo não capta, e que choques recentes, como a disrupção no mercado de fertilizantes, podem interagir com o fenômeno de formas inesperadas.

Com a inflação acima da meta de 2% há mais de cinco anos e meio, o Fed manteve os juros na semana passada, e a expectativa é de alta em dezembro.

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