Agronegócio brasileiro busca evitar barreiras da lei antidesmatamento da UE
Representantes do setor e do governo brasileiro viajam à Europa para alinhar conformidade ambiental e evitar sanções comerciais da nova lei da UE.
Pontos principais
- Dirigentes da Aprosoja e Abiove iniciam missão diplomática na Europa sobre a lei antidesmatamento (EUDR).
- O setor busca demonstrar conformidade ambiental por meio da Plataforma Agro Brasil + Sustentável.
- A legislação europeia entra em vigor em 30 de dezembro de 2026 para empresas de médio e grande porte.
- Produtores brasileiros apontam incertezas sobre os critérios técnicos e procedimentos de verificação da norma.
- O descumprimento da lei pode resultar em multas de até 4% do faturamento anual das empresas no bloco europeu.
Representantes do agronegócio brasileiro, incluindo dirigentes da Aprosoja Brasil e da Abiove, iniciaram uma missão oficial na Europa acompanhados pelo Ministério da Agricultura. O objetivo central da comitiva é dialogar com autoridades europeias sobre a implementação da lei antidesmatamento da União Europeia, conhecida como EUDR, que entra em vigor em 30 de dezembro de 2026. O setor busca apresentar a Plataforma Agro Brasil + Sustentável como um mecanismo capaz de comprovar que a produção nacional de soja cumpre as exigências ambientais do bloco.
Apesar dos esforços de conformidade, o setor produtivo brasileiro manifesta preocupação com a falta de clareza em relação aos critérios técnicos e aos procedimentos de verificação impostos pela nova legislação. A norma prevê sanções severas para empresas de médio e grande porte, com multas que podem atingir 4% do faturamento anual obtido na União Europeia em casos de descumprimento. A missão diplomática tenta mitigar riscos de barreiras comerciais que poderiam impactar significativamente as exportações brasileiras.
