S&P rebaixa perspectiva de crédito da Meta para negativa
A S&P Global Ratings, de Nova York (EUA), revisou a perspectiva da Meta para negativa, com a alavancagem podendo superar o limite de rebaixamento já em 2027.
Pontos principais
- A S&P revisou a perspectiva de crédito da Meta de estável para negativa e manteve o rating AA-.
- A agência prevê gastos de capital (capex) de US$ 140 bilhões em 2026, US$ 225 bilhões em 2027 (antes US$ 163 bilhões) e US$ 252 bilhões em 2028 (antes US$ 178 bilhões).
- A S&P prevê déficit de fluxo de caixa livre de US$ 22 bilhões em 2026, US$ 71 bilhões em 2027 e US$ 39 bilhões em 2028; antes, esperava fluxo positivo já em 2028.
- Obrigações futuras de arrendamento chegaram a US$ 355,7 bilhões em 30 de setembro, ante cerca de US$ 279 bilhões no fim do segundo trimestre, incluindo o projeto de data center de El Paso, no Texas.
- A alavancagem ajustada pela S&P pode passar de 1,0x, seu limite para rebaixamento, já em 2027, e chegar a 1,3x em 2028, quando os arrendamentos começam.
- O aumento de capital de US$ 37,5 bilhões é visto como positivo, mas a projeção não inclui o programa de ações via ATM de US$ 60 bilhões, previsto a partir de janeiro de 2027.
- A S&P diz que a monetização dos investimentos em IA pela Meta é mais limitada que a dos pares.
- A Meta registrou, no terceiro trimestre, déficit de fluxo de caixa livre de US$ 2,1 bilhões, pela primeira vez.
- A S&P poderia rebaixar o rating se a alavancagem ficar acima de 1,0x de forma sustentada e o fluxo de caixa seguir negativo além de 2028; a perspectiva voltaria a estável com alavancagem abaixo de 1,0x e fluxo positivo em 2028.
- As ações da Meta acumularam queda de 15% em outubro, o pior desempenho mensal em quatro anos.
Em 30 de outubro, a S&P Global Ratings, de Nova York (EUA), passou a ver a Meta com perspectiva negativa. Para a agência, a dúvida é quanto tempo os gastos de capital e o fluxo de caixa negativo vão durar, e não apenas seu nível atual.
A alavancagem, que a S&P estima em cerca de 0,1x em 2025, sobe principalmente por arrendamentos de capacidade de data centers, e não por dívida nova. A Meta ainda não divulgou seus planos de gastos para 2027, e a agência diz ter menos certeza de que a empresa vá cortar o capex como antes esperava.
