Daily Journal
Daily Journal

Ações da Meta caem após aumento de gastos com inteligência artificial

Apesar da receita recorde de US$ 60,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, a Meta viu suas ações recuarem devido à elevação nos investimentos em infraestrutura de IA.

Daily Journal
Foto: Convergedigest
||
29/07 às 17:45 · atualizado 30/07 às 09:35

Pontos principais

  • A Meta registrou faturamento recorde de US$ 60,8 bilhões no segundo trimestre de 2026.
  • O lucro líquido da companhia caiu 13,6%, totalizando US$ 15,85 bilhões no período.
  • A empresa elevou o piso de sua previsão de gastos de capital (capex) para 2026, agora entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões.
  • O orçamento mínimo destinado ao desenvolvimento de inteligência artificial foi ampliado em US$ 5 bilhões.
  • O fluxo de caixa livre da Meta recuou 91% na comparação anual, atingindo US$ 784 milhões.
  • As ações da companhia registraram queda de 6% após a divulgação dos resultados financeiros.
  • O CEO Mark Zuckerberg indicou que a empresa avalia alugar capacidade computacional excedente para otimizar custos.

A Meta Platforms divulgou nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre, revelando um cenário de crescimento de receita acompanhado por uma pressão significativa nas margens de lucro. Embora a companhia tenha alcançado um faturamento recorde de US$ 60,8 bilhões, o mercado reagiu negativamente, resultando em uma desvalorização de 6% nas ações. O desempenho foi impactado diretamente pelo aumento dos custos operacionais, motivado pela estratégia agressiva de expansão em inteligência artificial.

Para sustentar sua infraestrutura de IA, a Meta elevou o piso de sua projeção de gastos de capital para 2026, que agora varia entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões. Esse movimento reflete o compromisso de longo prazo da empresa com a tecnologia, mas gerou preocupações entre investidores sobre a rentabilidade imediata. O lucro líquido da empresa recuou 13,6%, para US$ 15,85 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre sofreu uma queda acentuada de 91% em relação ao ano anterior. Diante do cenário, o CEO Mark Zuckerberg busca equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de manter a saúde financeira, sinalizando inclusive a possibilidade de alugar capacidade computacional excedente para mitigar os altos custos de infraestrutura.

Comentários

Carregando comentários...