Irã avalia revisar doutrina nuclear em meio a tensões com EUA e Israel
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o país debate manter ou rever a doutrina nuclear caso a guerra recomece, mas que nenhuma decisão foi tomada.
Pontos principais
- Rezaei afirma que nenhuma nova decisão foi tomada sobre a doutrina nuclear, mas há debate interno sobre mantê-la caso a guerra volte.
- Ele diz que há demanda popular por mudança porque instalações nucleares do Irã foram bombardeadas apesar da cooperação com a AIEA.
- Rezaei diz ter lido a carta do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, mas não ter respondido; afirma que o tom de Washington mudou completamente e não detalha o conteúdo, que os EUA não tornaram público.
- Rezaei diz que o Irã não negociará antes do cumprimento de sete condições: fim das hostilidades em todas as frentes, liberação de ativos congelados e suspensão do bloqueio naval. Teerã insiste ainda em que nenhum grama de material enriquecido deixe o país.
- Rezaei diz que o Estreito de Ormuz não deve ser reaberto enquanto as condições iranianas não forem atendidas.
- Rezaei relata que o Irã testou mísseis contra porta-aviões.
- Rezaei relata que o ministro da Defesa saudita alertou que Israel poderia atacar a Turquia e a Arábia Saudita após uma nova ofensiva contra o Irã.
Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, falou à TV nacional iraniana no sábado (31), à noite. Ele reafirmou que o país segue membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e que exigirá seus direitos em qualquer negociação nuclear. Em setembro, em entrevista à Al Jazeera, já havia advertido que a agressão e a pressão contínuas de EUA e Israel poderiam levar Teerã a reconsiderar a permanência no tratado.
Sobre a diplomacia, ele disse que as conversas já duram mais de um mês e que os americanos insistem em negociar, mas que as propostas feitas até agora foram ambíguas e pouco convincentes. "Agora estamos esperando a resposta dos americanos", afirmou.
