Governo reforça segurança de indígenas em Mato Grosso do Sul
Ministros do governo federal visitaram aldeias Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças e violência contra indígenas depois da eleição, e forças federais e estaduais passam a atuar em força-tarefa.
Pontos principais
- Ministros visitaram as aldeias Taquapery (Coronel Sapucaia) e Sassoró (Tacuru) em 31 de outubro, e o ministro da Justiça reuniu forças de segurança em Dourados.
- Força-tarefa com PF, PRF, Força Nacional e polícias estaduais, 'pelo tempo que for necessário', em diálogo com a DPU e o Ministério Público.
- A Força Nacional passa a ficar no terreno para se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa ('Minuto a Minuto').
- Superintendência da PF em Campo Grande e cinco delegacias do interior atuam 24 horas na identificação de relatos.
- A Polícia Federal investiga denúncia de ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró.
- O Ministério dos Direitos Humanos reunia 189 denúncias de violência política no país até 30 de outubro; o Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 de povos indígenas.
- O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos acompanha 90 pessoas no estado, 86 delas indígenas (84 Guarani e Kaiowá, 2 Terena).
O governo federal brasileiro intensificou a presença de forças de segurança em aldeias Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças, racismo e violência no período pós-eleitoral. Em 31 de outubro, os ministros dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos visitaram as aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru, e a Funai enviou equipes às aldeias de onde partiram as denúncias.
Até 30 de outubro, o Ministério dos Direitos Humanos reunia 189 denúncias de violência política em todo o país, e o Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 de povos indígenas, já encaminhadas aos órgãos de investigação. O governo fala em verificação dos fatos, sem dizer quantas denúncias foram confirmadas. A força-tarefa com as polícias estaduais não tem prazo: vai durar "pelo tempo que for necessário".
A Força Nacional passa a ficar no terreno e a se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa, no procedimento Minuto a Minuto. Enquanto a Polícia Federal investiga casos específicos, como a ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos foi colocado à disposição e acompanha 90 pessoas no estado, 86 delas indígenas.
