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Indígenas denunciam onda de violência e ameaças no Mato Grosso do Sul

Comunidades Guarani-Kaiowá relatam ataques e ameaças de envenenamento após as eleições, levando o Ministério Público Federal a abrir investigações.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/10 às 16:31

Pontos principais

  • Cimi aponta ao menos cinco assassinatos de indígenas na região desde 24 de outubro.
  • Áudio atribuído a servidor de Tacuru ameaça envenenar água de comunidade por motivação política.
  • Ministério Público Federal deu 24 horas para prefeitura de Tacuru prestar esclarecimentos.
  • Funai, MPI e Apib solicitaram apuração rigorosa à Polícia Federal sobre os episódios.

Comunidades indígenas Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, denunciam uma escalada de violência e intimidação após o período eleitoral. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) investiga pelo menos cinco assassinatos ocorridos na região desde o final de outubro, além de relatos de agressões físicas destinadas a impedir o exercício do voto por parte dos indígenas.

Um dos casos mais graves envolve um áudio atribuído a um funcionário da prefeitura de Tacuru, que ameaça envenenar a água da comunidade como retaliação pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, o Ministério Público Federal determinou que a prefeitura esclareça o episódio em até 24 horas. Órgãos como a Funai, o Ministério dos Povos Indígenas e a Apib acionaram a Polícia Federal para garantir a segurança das comunidades e a apuração dos crimes.

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