Conflitos globais pressionam oferta de diesel, diz CEO da ExxonMobil
Tensões no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia limitam a capacidade de refino mundial, elevando a pressão sobre a oferta global de diesel.
Pontos principais
- CEO da ExxonMobil aponta que ataques ucranianos comprometeram metade da capacidade de refino da Rússia.
- Fechamento do Estreito de Hormuz impacta o fluxo logístico de combustíveis na região.
- Grandes petroleiras registram margens de refino elevadas devido à restrição física de oferta.
- Projeções da Wood Mackenzie indicam que a escassez de produtos refinados deve persistir até 2027.
O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou na sexta-feira (30) ao programa Squawk Box, da CNBC, que a capacidade de refino está muito apertada hoje. Segundo o executivo, os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia restringem a capacidade global de refino de petróleo. Os ataques ucranianos a instalações russas comprometeram cerca de metade da capacidade de refino do país, enquanto o fechamento do Estreito de Hormuz prejudicou o fluxo logístico de combustíveis, pressionando a oferta mundial de diesel.
O cenário de escassez tem impulsionado as margens de refino de grandes petroleiras, como Shell, BP e Chevron, que reportaram lucros significativos apesar das críticas anteriores do presidente Donald Trump sobre os ganhos do setor. Analistas da Wood Mackenzie estimam que a restrição física na oferta de produtos refinados deve se estender até 2027, mantendo o mercado sob constante pressão geopolítica e operacional.
