Santander mantém estratégia no Brasil e mira rentabilidade de 20%
O banco espanhol reafirma compromisso com o mercado brasileiro e projeta atingir meta de rentabilidade de 20% até 2028, apesar dos desafios recentes.
Pontos principais
- O Santander busca elevar o RoTE da operação brasileira para cerca de 20% até 2028.
- O lucro líquido recorrente do Santander Brasil caiu 28% no terceiro trimestre de 2026, somando R$ 2,9 bilhões.
- A inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,4%, pressionando os resultados financeiros.
- As despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 7,46 bilhões no período.
- A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 4,7% em um ano, chegando a R$ 721,26 bilhões.
O Santander reafirmou seus planos estratégicos para o Brasil após as eleições, mantendo o país como um pilar central para o crescimento e a diversificação do grupo global. O diretor financeiro global da instituição, José García Cantera, estabeleceu a meta de elevar a rentabilidade sobre o patrimônio líquido tangível (RoTE) da operação brasileira para aproximadamente 20% até 2028.
Apesar da perspectiva de longo prazo, o banco enfrenta desafios operacionais imediatos. No terceiro trimestre de 2026, o lucro líquido recorrente caiu 28%, totalizando R$ 2,9 bilhões, sob o impacto de uma inadimplência de 3,4% e provisões de R$ 7,46 bilhões. Mesmo com esse cenário, a carteira de crédito ampliada do banco apresentou resiliência, registrando um crescimento anual de 4,7% e alcançando R$ 721,26 bilhões em setembro.
