Ações do Santander Brasil acumulam queda de 21% em 2026
Desempenho negativo da unidade brasileira frente à matriz espanhola levanta especulações sobre um possível fechamento de capital.
Pontos principais
- As ações do Santander Brasil caíram 21% em 2026, enquanto a matriz espanhola subiu 24%.
- A inadimplência da operação brasileira subiu de 2,8% para 3,3% no último ano.
- O banco realizou uma reestruturação com o corte de 6.200 funcionários e fechamento de agências.
- Gilson Finkelsztain assumiu a liderança do banco no Brasil em meio ao cenário de crise.
- Analistas avaliam a possibilidade de uma oferta pública para fechar o capital da subsidiária.
O Santander Brasil atravessa um momento crítico de desvalorização, com suas ações acumulando queda de 21% em 2026, um cenário que contrasta com a valorização de 24% registrada pela matriz espanhola. A pressão sobre os resultados decorre principalmente do aumento da inadimplência, que atingiu 3,3%, e da intensa concorrência com fintechs no mercado de crédito ao consumidor. Em resposta, a instituição promoveu uma reestruturação profunda, que incluiu o corte de 6.200 postos de trabalho e o fechamento de unidades físicas, sob a nova gestão de Gilson Finkelsztain. Diante desse distanciamento entre o valor de mercado local e o global, analistas do setor financeiro começaram a especular sobre a viabilidade de uma oferta pública de aquisição para fechar o capital da operação brasileira, visando estancar a desvalorização e reorganizar a estratégia do banco no país.
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