Banco do Japão mantém juros em 1,25% e vê inflação alinhada à meta
O Banco do Japão manteve a taxa em cerca de 1,25% por 8 votos a 1 e afirmou que a inflação subjacente está em geral consistente com a meta de 2%, sinalizando que seguirá elevando os juros.
Pontos principais
- O Banco do Japão manteve a taxa de juro de curto prazo em torno de 1,25%, por 8 votos a 1.
- Hajime Takata votou por elevar a taxa a 1,5%, por entender que a inflação subjacente já atingiu a meta e que o banco precisa acelerar a aproximação da taxa à neutra.
- A projeção mediana de inflação sem alimentos frescos para o ano fiscal de 2027 subiu para 2,6%, de 2,4% em julho; para 2026 é de 2,5% e para 2028, de 2,0%.
- O banco vê riscos de alta para os preços: as expectativas de médio e longo prazo podem subir e a inflação subjacente pode ficar acima da meta de 2%.
- As projeções supõem que o petróleo Dubai caia de cerca de US$ 105 para cerca de US$ 70 por barril até o fim do período, com base nos mercados futuros.
- A venda de ETFs sobe de cerca de 330 bilhões para cerca de 860 bilhões de ienes por ano (valor contábil) a partir de janeiro de 2027, cerca de 0,1% do volume negociado na Bolsa de Tóquio.
- O prazo para desfazer a carteira de ETFs cai de cerca de 112 anos para cerca de 43 anos.
- O banco cita a depreciação do iene até agora entre os fatores que devem elevar os preços, sobretudo de bens duráveis.
O Banco do Japão afirma que as condições financeiras seguem acomodativas e que, por isso, vai continuar elevando a taxa de juro de referência. Não há calendário: o banco avaliará o momento e o ritmo da alta.
A revisão para cima da projeção de 2027 o banco atribui à alta do petróleo desde o verão. As projeções excluem o corte proposto no imposto sobre alimentos, em discussão na Dieta japonesa, que, se aplicado, reduziria em 1,3 ponto percentual a inflação sem alimentos frescos de 2027.
Fontes primárias
Statement on Monetary Policy — 30/10/2026
Comitê de Política Monetária manteve a orientação para a taxa overnight não garantida em torno de 1,25%, por 8 votos a 1; Takata Hajime votou por elevá-la a 1,5%. Decidiu também elevar o ritmo de venda de ETFs para cerca de 860 bilhões de ienes por ano (valor contábil), a partir de janeiro de 2027, o que equivale a cerca de 0,1% do volume negociado na Bolsa de Tóquio (Prime). O ritmo de venda de J-REITs continua em cerca de 5 bilhões de ienes por ano. Takata argumentou que, com a inflação subjacente de CPI já na meta de 2%, o banco precisa acelerar a aproximação da taxa de juros à taxa neutra.
Outlook for Economic Activity and Prices (outubro de 2026) — The Bank's View
A inflação subjacente do CPI está em nível geralmente consistente com a meta de estabilidade de preços de 2% e deve permanecer em torno desse nível. O CPI exceto alimentos frescos deve acelerar para nível claramente acima de 2% no ano fiscal de 2026 e recuar para cerca de 2% na segunda metade do período de projeção. Mediana das projeções do Conselho: CPI exceto alimentos frescos de 2,5% (FY2026), 2,6% (FY2027, +0,2 p.p. vs julho) e 2,0% (FY2028); CPI exceto alimentos frescos e energia de 2,4%, 2,7% e 2,3%. Riscos de preços inclinados para cima, com possibilidade de expectativas de médio e longo prazo subirem e a inflação subjacente desviar para cima da meta. O banco afirma que continuará elevando a taxa de juros de política e ajustando o grau de acomodação monetária.
Cobertura da mídia
Iene estável antes do BOJ; temores com IA impulsionam Treasuries e pesam sobre o dólar
Cnbc • 30 out, 09:00
BOJ declara inflação subjacente na meta de 2% e eleva projeção para o ano fiscal de 2027
Investinglive • 30 out, 09:00
Banco do Japão mantém juros e diz que inflação está alinhada à meta
Cnbc • 30 out, 09:00
