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Banco do Japão mantém juros em 1,25% e vê inflação alinhada à meta

O Banco do Japão manteve a taxa em cerca de 1,25% por 8 votos a 1 e afirmou que a inflação subjacente está em geral consistente com a meta de 2%, sinalizando que seguirá elevando os juros.

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30/10 às 09:00

Pontos principais

  • O Banco do Japão manteve a taxa de juro de curto prazo em torno de 1,25%, por 8 votos a 1.
  • Hajime Takata votou por elevar a taxa a 1,5%, por entender que a inflação subjacente já atingiu a meta e que o banco precisa acelerar a aproximação da taxa à neutra.
  • A projeção mediana de inflação sem alimentos frescos para o ano fiscal de 2027 subiu para 2,6%, de 2,4% em julho; para 2026 é de 2,5% e para 2028, de 2,0%.
  • O banco vê riscos de alta para os preços: as expectativas de médio e longo prazo podem subir e a inflação subjacente pode ficar acima da meta de 2%.
  • As projeções supõem que o petróleo Dubai caia de cerca de US$ 105 para cerca de US$ 70 por barril até o fim do período, com base nos mercados futuros.
  • A venda de ETFs sobe de cerca de 330 bilhões para cerca de 860 bilhões de ienes por ano (valor contábil) a partir de janeiro de 2027, cerca de 0,1% do volume negociado na Bolsa de Tóquio.
  • O prazo para desfazer a carteira de ETFs cai de cerca de 112 anos para cerca de 43 anos.
  • O banco cita a depreciação do iene até agora entre os fatores que devem elevar os preços, sobretudo de bens duráveis.

O Banco do Japão afirma que as condições financeiras seguem acomodativas e que, por isso, vai continuar elevando a taxa de juro de referência. Não há calendário: o banco avaliará o momento e o ritmo da alta.

A revisão para cima da projeção de 2027 o banco atribui à alta do petróleo desde o verão. As projeções excluem o corte proposto no imposto sobre alimentos, em discussão na Dieta japonesa, que, se aplicado, reduziria em 1,3 ponto percentual a inflação sem alimentos frescos de 2027.

Fontes primárias

Banco do Japão

Statement on Monetary Policy — 30/10/2026

Comitê de Política Monetária manteve a orientação para a taxa overnight não garantida em torno de 1,25%, por 8 votos a 1; Takata Hajime votou por elevá-la a 1,5%. Decidiu também elevar o ritmo de venda de ETFs para cerca de 860 bilhões de ienes por ano (valor contábil), a partir de janeiro de 2027, o que equivale a cerca de 0,1% do volume negociado na Bolsa de Tóquio (Prime). O ritmo de venda de J-REITs continua em cerca de 5 bilhões de ienes por ano. Takata argumentou que, com a inflação subjacente de CPI já na meta de 2%, o banco precisa acelerar a aproximação da taxa de juros à taxa neutra.

Banco do Japão (Relatório de Perspectivas)

Outlook for Economic Activity and Prices (outubro de 2026) — The Bank's View

A inflação subjacente do CPI está em nível geralmente consistente com a meta de estabilidade de preços de 2% e deve permanecer em torno desse nível. O CPI exceto alimentos frescos deve acelerar para nível claramente acima de 2% no ano fiscal de 2026 e recuar para cerca de 2% na segunda metade do período de projeção. Mediana das projeções do Conselho: CPI exceto alimentos frescos de 2,5% (FY2026), 2,6% (FY2027, +0,2 p.p. vs julho) e 2,0% (FY2028); CPI exceto alimentos frescos e energia de 2,4%, 2,7% e 2,3%. Riscos de preços inclinados para cima, com possibilidade de expectativas de médio e longo prazo subirem e a inflação subjacente desviar para cima da meta. O banco afirma que continuará elevando a taxa de juros de política e ajustando o grau de acomodação monetária.

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