Tesouro dos EUA dobra as recompras de títulos longos
A medida veio um dia após o Treasury de 30 anos bater o maior nível desde 2007 e derrubou o rendimento de 10 anos para 4,647%.
Pontos principais
- O Tesouro informou em 19 de agosto que vai ao menos dobrar as operações de recompra de apoio à liquidez para papéis de 10 a 20 e de 20 a 30 anos.
- O teto de US$2 bilhões por operação passa a ser de pelo menos US$4 bilhões.
- A mudança entra em vigor em 9 de setembro e vale até 4 de novembro de 2026, acrescentando pelo menos US$14 bilhões em recompras no trimestre.
- A medida veio um dia depois de o rendimento do Treasury de 30 anos atingir o maior nível desde 2007.
- O título de 10 anos fechou em queda de 5,7 pontos-base, a 4,647%; o de 30 anos recuou 9 pontos-base, para 5,196%.
- Desde o início da guerra do Irã, o rendimento de 10 anos subiu quase 70 pontos-base, empurrando as hipotecas de 30 anos para cerca de 6,75%.
- Críticos dizem que financiar as recompras com mais títulos de curto prazo manipula a curva de juros e pressiona o Fed.
O tamanho da intervenção é pequeno perto do problema. Pelo menos US$14 bilhões adicionais em recompras no trimestre é um ganho minúsculo diante do estoque de dívida, e ainda assim os rendimentos cederam no dia — sinal de que o mercado leu a medida como disposição do Tesouro de agir, mais do que como fluxo relevante. Alguns analistas são céticos quanto à duração do alívio.
A objeção técnica é sobre o financiamento. Traders de renda fixa e economistas dizem que bancar as recompras com mais emissão de curto prazo encurta o perfil da dívida, arrisca acelerar a inflação e torna o custo de rolar os US$32,2 trilhões em mãos do público mais sensível a eventuais altas de juros. Críticos também dizem que a medida pressiona o Fed a dar suporte à política fiscal.
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