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Empresas espanholas dominam leilão de transmissão de energia de R$ 8,9 bi

O último leilão de transmissão de 2026 arrematou oito lotes com deságio de 50,10%, garantindo R$ 8,9 bilhões em investimentos para a rede elétrica nacional.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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30/10 às 14:31, atualizado 16:31

Pontos principais

  • O certame negociou 1.866 km de novas linhas de transmissão e 12.694 MVA de capacidade de transformação.
  • Empresas de origem espanhola, como Celeo, Cymi, Neoenergia e Cox, arremataram sete dos oito lotes ofertados.
  • O deságio médio alcançado foi de 50,10% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima estabelecida.
  • Segundo a Aneel, o resultado proporcionará uma economia de R$ 20,7 bilhões aos consumidores ao longo dos contratos.
  • Os projetos serão instalados em sete estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.
  • A estimativa é de criação de mais de 20,3 mil empregos diretos e indiretos durante a execução das obras.
  • Os prazos para a conclusão dos empreendimentos variam entre 42 e 60 meses, com concessões de 30 anos.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu o último leilão de transmissão de energia de 2026 com a venda de todos os oito lotes ofertados na B3. O certame atraiu forte concorrência e resultou em um deságio de 50,10% sobre o teto da Receita Anual Permitida (RAP), fixando a receita dos vencedores em R$ 811,09 milhões. De acordo com a autarquia, a diferença entre o valor máximo e o lance final representa uma economia estimada de R$ 20,7 bilhões para os consumidores brasileiros ao longo dos 30 anos de concessão.

O domínio das empresas de origem espanhola foi o destaque do evento, com Celeo, Cymi, Neoenergia e Cox arrematando sete dos oito lotes disponíveis, totalizando R$ 8,6 bilhões dos R$ 8,9 bilhões previstos em investimentos. A EDP completou a lista de vencedores do certame, que visa expandir a infraestrutura elétrica em sete estados. Com a conclusão deste leilão, a Aneel já projeta o calendário para 2027, quando planeja realizar três novos certames de transmissão com investimentos estimados em mais de R$ 50 bilhões para reforçar a rede nacional.

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