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Regionalização sanitária evita perda de US$ 954 milhões com Newcastle

Estratégia do Ministério da Agricultura limita restrições comerciais a Santa Catarina após focos da doença de Newcastle, preservando exportações de outras regiões.

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Foto: Globo Rural
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29/10 às 05:45, atualizado 14:32

Pontos principais

  • O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou que a regionalização sanitária evitou perdas potenciais de US$ 954 milhões anuais.
  • O foco da doença de Newcastle foi detectado em 18 de outubro de 2026 em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba (SC).
  • A medida de regionalização permite que países parceiros limitem embargos apenas às áreas afetadas, em vez de suspender compras de todo o Brasil.
  • Atualmente, Uruguai, México e Malásia mantêm suspensões totais para produtos avícolas brasileiros.
  • Países como China, Chile, Peru e Turquia restringiram importações apenas de Santa Catarina.
  • O governo brasileiro trabalha para que nações que ainda aplicam embargos totais adotem o critério de regionalização sanitária.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, informou que a aplicação da estratégia de regionalização sanitária foi fundamental para mitigar os impactos econômicos decorrentes da detecção da doença de Newcastle. O foco da enfermidade foi confirmado em 18 de outubro de 2026, em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Segundo o governo, o reconhecimento técnico dessa regionalização pelos parceiros comerciais evitou prejuízos estimados em cerca de US$ 954 milhões por ano ao setor exportador de aves.

A eficácia da medida permitiu que diversos mercados, incluindo a China, restringissem as importações apenas ao estado catarinense, em vez de aplicar um embargo nacional como ocorreu em episódios anteriores. No entanto, a situação ainda exige negociações, uma vez que países como Uruguai, México e Malásia mantêm suspensões totais para a carne de aves brasileira. O governo brasileiro segue em tratativas diplomáticas para que esses mercados adotem o critério de regionalização, limitando as restrições apenas às zonas afetadas e garantindo a continuidade do fluxo comercial das demais regiões do país.

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