Justiça da África do Sul proíbe marchas anti-imigração em Durban
Tribunal emite proibição temporária contra protestos anti-imigrantes em Durban após ameaças de violência e ataques a prédios públicos.
Pontos principais
- Tribunal Superior de KwaZulu-Natal proibiu temporariamente marchas anti-imigração organizadas pelo movimento March and March.
- Decisão judicial ocorre em meio a um clima de tensão antes das eleições no país.
- Governo mobilizou 500 soldados para reforçar a segurança na província após relatos de violência.
- Protestos anteriores resultaram na morte de um estrangeiro e destruição de propriedades.
O Tribunal Superior de KwaZulu-Natal emitiu uma proibição temporária contra manifestações anti-imigrantes organizadas pelo movimento March and March em Durban. A decisão judicial foi motivada por ameaças concretas de violência, incluindo planos de manifestantes para incendiar um escritório de recepção de refugiados, e ocorre em um período de crescente tensão política antes das eleições sul-africanas.
O clima de instabilidade na região escalou após protestos anteriores deixarem um saldo de um estrangeiro morto e a destruição de diversos estabelecimentos comerciais. Em resposta, o governo mobilizou mais de 500 soldados para reforçar a segurança local. O presidente Cyril Ramaphosa condenou os episódios, afirmando que as autoridades atuarão com rigor contra grupos que utilizam o debate sobre a imigração como pretexto para realizar ataques criminosos.
