Bolsas europeias avançam após decisão do BCE e balanços corporativos
Mercados europeus fecharam em alta após o BCE manter as três taxas-chave e não sinalizar a próxima decisão, com balanços positivos de Shell, Airbus e Adidas.
Pontos principais
- O BCE manteve a taxa de depósito em 2,50%, a de operações principais de refinanciamento em 2,65% e a facilidade marginal de empréstimo em 2,90%.
- O BCE afirma que os preços de energia seguem em alta, com riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento.
- A inflação subjacente se manteve razoavelmente estável e os salários não mostram resposta material por ora.
- As condições financeiras se apertaram desde a última reunião, o que deve pesar sobre inflação e crescimento.
- O BCE não pré-compromete uma trajetória de juros e decidirá reunião a reunião, com base em dados.
- Os programas de compra de ativos encolhem, pois o Eurossistema não reinveste mais o principal dos títulos que vencem.
- Christine Lagarde anunciou que deixará a presidência do BCE em fevereiro.
- Bolsas de Frankfurt, Paris e Lisboa registraram ganhos no pregão.
- Índice Ibex 35 de Madri recuou 0,11% devido à pressão sobre ações bancárias.
- Shell, Airbus e Adidas apresentaram alta após divulgação de balanços.
O Banco Central Europeu (BCE), sediado em Frankfurt, na Alemanha, manteve as três taxas-chave: depósito em 2,50%, operações principais de refinanciamento em 2,65% e facilidade marginal de empréstimo em 2,90%. O BCE afirma que os preços de energia seguem em alta, com riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento. As bolsas europeias fecharam em alta, com destaque para a Shell, que ampliou a recompra de ações, e para a Airbus e a Adidas, que superaram as expectativas.
O BCE diz que a inflação subjacente segue estável e os salários não reagem por ora, mas as condições financeiras se apertaram desde a última reunião, o que deve pesar sobre inflação e crescimento. Não há pré-compromisso com uma trajetória de juros: as decisões serão tomadas reunião a reunião, com base em dados. Em paralelo, a presidente Christine Lagarde surpreendeu o mercado ao anunciar que deixará o cargo antecipadamente em fevereiro.
O desempenho, contudo, não foi uniforme: o Ibex 35, de Madri, fechou em queda de 0,11%, pressionado pelo recuo de bancos como BBVA e Santander. O cenário global segue sob observação, com o PIB dos Estados Unidos superando as estimativas no terceiro trimestre.
