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Alphabet tem fluxo de caixa negativo de US$ 9,1 bi no 3T26

Investimentos pesados em infraestrutura de IA e formação de estoques de chips levaram a Alphabet a um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026.

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Foto: InvestNews
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29/10 às 12:15, atualizado 16:33

Pontos principais

  • A receita da Alphabet no 3T26 atingiu US$ 127,6 bilhões, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
  • O lucro líquido disponível aos acionistas foi de US$ 26,2 bilhões, impactado por uma perda de US$ 9,0 bilhões em títulos e participações.
  • O fluxo de caixa livre foi negativo em US$ 9,1 bilhões, contrastando com o saldo positivo de US$ 24,5 bilhões no mesmo período de 2025.
  • As compras de imobilizado totalizaram US$ 51,4 bilhões, impulsionadas pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
  • A formação de estoques de chips subiu para US$ 13,3 bilhões em setembro de 2026, consumindo US$ 3,2 bilhões de caixa no trimestre.
  • Para financiar os gastos operacionais e de capital, a companhia realizou uma captação líquida de US$ 29,0 bilhões.

A Alphabet registrou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, conforme detalhado no relatório de resultados enviado à SEC. Embora a receita da companhia tenha alcançado US$ 127,6 bilhões, representando um crescimento de 25%, o volume de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial pressionou severamente a liquidez. As compras de imobilizado somaram US$ 51,4 bilhões no período, superando o caixa operacional gerado, que foi de US$ 42,3 bilhões.

O aumento nos estoques, que saltaram de US$ 2,4 bilhões no final de 2025 para US$ 13,3 bilhões em setembro de 2026, reflete a estratégia da empresa em produzir seus próprios chips de IA para atender à demanda interna e de parceiros. A variação desses estoques consumiu US$ 3,2 bilhões de caixa no trimestre. Para sustentar o ritmo de gastos, a Alphabet realizou uma captação líquida de US$ 29,0 bilhões. O lucro líquido de US$ 26,2 bilhões reportado pela empresa também sofreu o impacto de uma perda contábil de US$ 9,0 bilhões decorrente de desvalorizações em títulos e participações acionárias.

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