Putin busca fortalecer laços com líderes africanos em cúpula em Moscou
Presidente russo critica o Ocidente e reforça parceria estratégica com 48 nações africanas durante a terceira edição da cúpula em Moscou.
Pontos principais
- A terceira Cúpula Rússia-África reúne delegações de 48 países em Moscou.
- Vladimir Putin afirmou que a Rússia é a parceira ideal para o desenvolvimento do continente.
- O líder russo acusou o Ocidente de manter práticas coloniais e de utilizar dívidas para frear o crescimento africano.
- Putin tem programadas reuniões individuais com 22 líderes africanos durante o evento de dois dias.
O presidente Vladimir Putin inaugurou a terceira Cúpula Rússia-África em Moscou, reafirmando o compromisso de seu governo em se consolidar como o principal parceiro estratégico das nações africanas. Durante o evento, que conta com a presença de representantes de 48 países, o mandatário russo criticou duramente o comportamento do Ocidente, acusando potências ocidentais de perpetuarem práticas coloniais e de utilizarem o endividamento como ferramenta para impedir o desenvolvimento econômico e a soberania do continente.
A agenda da cúpula, que se estende por dois dias, foca no estreitamento de laços diplomáticos e comerciais. Além das sessões plenárias, Putin reservou espaço em sua agenda para realizar reuniões bilaterais com 22 líderes africanos presentes. O objetivo central é ampliar a influência russa na região, oferecendo alternativas de cooperação que, segundo o Kremlin, respeitam a autonomia das nações participantes e visam superar a dependência financeira de modelos impostos por potências estrangeiras.
