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Produção de ração animal no Brasil cresce 4,2% no primeiro semestre

A produção de rações cresceu 4,2% no primeiro semestre, em todos os segmentos, mas o Sindirações diz que o aumento de volume não se traduz em maior rentabilidade para os produtores.

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Foto: Globo Rural
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28/10 às 15:45, atualizado 18:02

Pontos principais

  • A produção chegou a 45,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, ante 43,3 milhões em 2025, com alta de 4,2% em todos os segmentos acompanhados.
  • Frangos de corte somaram 19,9 milhões de toneladas, ante 18,9 milhões (alta de 5,3%), cerca de 44% do total e a maior contribuição absoluta ao crescimento.
  • Suínos: 11,2 milhões de toneladas, ante 10,6 milhões (alta de 5,4%). Segundo Zani, a oferta ficou acima da capacidade de absorção dos mercados e pressionou o preço e as margens de produtores independentes.
  • Postura: cerca de 3,8 milhões de toneladas, alta de 1%. Segundo Zani, indicadores posteriores ao semestre mostram as relações de troca dos ovos nos menores níveis reais dos últimos anos.
  • Bovinos de corte: 2,86 milhões de toneladas, 110 mil a mais que em 2025. O abate de fêmeas sob inspeção federal caiu mais de 30% em setembro, com retenção de matrizes.
  • Exportações, segundo a ABPA: carne de frango acima de 2,9 milhões de toneladas (alta de 12,9%); carne suína acima de 794 mil toneladas (alta de 10%).

Segundo levantamento do Sindirações, o crescimento veio sobretudo da avicultura de corte e da suinocultura. A ABPA informa que as exportações de frango bateram recorde para o semestre, favorecidas pela diversificação de destinos e, em parte, pela comparação com uma base de 2025 afetada por restrições sanitárias. Para Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, a expansão convive com pressões sobre a remuneração dos produtores, e o avanço dos volumes nem sempre se traduz em maior rentabilidade.

Na bovinocultura, Zani avalia que a virada do ciclo pode sustentar a arroba do boi gordo e pressionar as margens dos frigoríficos. Ele pondera, porém, que a mudança do ciclo não implica necessariamente queda proporcional da demanda por alimentação industrializada: eventuais quedas podem ser compensadas pela retenção de matrizes, que exige suplementação reprodutiva. O resultado depende das pastagens, das estratégias nutricionais e da viabilidade de cada sistema.

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