MPT pede indenização de R$ 3 milhões à Azul por assédio moral
O Ministério Público do Trabalho pede R$ 3 milhões à Azul Linhas Aéreas por assédio moral organizacional no setor fiscal e tributário da companhia, em Barueri (SP).
Pontos principais
- O MPT pede R$ 3 milhões em danos morais coletivos contra a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A.
- Medidas permanentes pedidas: fortalecimento dos canais de denúncia, proteção contra retaliações, capacitação periódica de gestores e monitoramento dos riscos psicossociais.
- Depoimentos de trabalhadores e ex-trabalhadores foram colhidos em fevereiro de 2025 e abril de 2026.
- A petição menciona afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade de Barueri, sem quantificá-los.
- As práticas são apresentadas como avaliação do MPT, e a divulgação não informa decisão judicial sobre o caso.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. por assédio moral organizacional no setor fiscal e tributário da companhia, em Barueri, São Paulo, no Brasil. A ação resulta de inquérito civil instaurado em 2024. Segundo a investigação, os fatos remontam a 2021: entre dezembro daquele ano e setembro de 2022, a empresa recebeu diversas denúncias internas sobre excesso de trabalho, tratamento desrespeitoso e assédio moral, e novas foram registradas em 2023 e 2024.
De acordo com a petição inicial, há cobranças durante descanso, férias e afastamentos médicos. O procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly descreve cobranças à noite, de madrugada e nos fins de semana, com resposta imediata exigida, metas inalcançáveis, gritos, humilhação e exclusão de reuniões como punição. Ele cita ainda demissões de quem denunciava, questionava ou adoecia, e ordens para trabalhar “off-line” nos fins de semana, para que as horas não fossem registradas.
