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MPT pede indenização de R$ 3 milhões à Azul por assédio moral

O Ministério Público do Trabalho pede R$ 3 milhões à Azul Linhas Aéreas por assédio moral organizacional no setor fiscal e tributário da companhia, em Barueri (SP).

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Foto: G1 - Economia
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28/10 às 19:31, atualizado 29/10 às 04:31

Pontos principais

  • O MPT pede R$ 3 milhões em danos morais coletivos contra a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A.
  • Medidas permanentes pedidas: fortalecimento dos canais de denúncia, proteção contra retaliações, capacitação periódica de gestores e monitoramento dos riscos psicossociais.
  • Depoimentos de trabalhadores e ex-trabalhadores foram colhidos em fevereiro de 2025 e abril de 2026.
  • A petição menciona afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade de Barueri, sem quantificá-los.
  • As práticas são apresentadas como avaliação do MPT, e a divulgação não informa decisão judicial sobre o caso.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. por assédio moral organizacional no setor fiscal e tributário da companhia, em Barueri, São Paulo, no Brasil. A ação resulta de inquérito civil instaurado em 2024. Segundo a investigação, os fatos remontam a 2021: entre dezembro daquele ano e setembro de 2022, a empresa recebeu diversas denúncias internas sobre excesso de trabalho, tratamento desrespeitoso e assédio moral, e novas foram registradas em 2023 e 2024.

De acordo com a petição inicial, há cobranças durante descanso, férias e afastamentos médicos. O procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly descreve cobranças à noite, de madrugada e nos fins de semana, com resposta imediata exigida, metas inalcançáveis, gritos, humilhação e exclusão de reuniões como punição. Ele cita ainda demissões de quem denunciava, questionava ou adoecia, e ordens para trabalhar “off-line” nos fins de semana, para que as horas não fossem registradas.

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