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Manifestação marca um ano da Operação Contenção no Rio de Janeiro

Movimentos sociais protestam na Penha por justiça após um ano da operação policial mais letal do país, que deixou 122 mortos e segue sob investigação.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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28/10 às 08:45, atualizado 12:33

Pontos principais

  • A Operação Contenção, realizada em outubro de 2025, resultou na morte de 117 civis e cinco policiais nos complexos da Penha e do Alemão.
  • Relatório da Human Rights Watch aponta falhas na preservação de cenas de crime e manipulação de câmeras corporais durante a ação.
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro já denunciou 28 policiais militares por crimes como furto, peculato e violação de domicílio.
  • Investigações sobre as mortes dos 117 civis permanecem inconclusas, enquanto apenas os casos envolvendo os policiais foram finalizados.

Movimentos sociais reuniram-se na Praça São Lucas, na Penha, para marcar um ano da Operação Contenção, a ação policial mais letal da história recente do país. O ato busca cobrar respostas das autoridades sobre as 122 mortes registradas durante a incursão nos complexos da Penha e do Alemão em outubro de 2025. Enquanto o Ministério Público do Rio de Janeiro avança com denúncias contra 28 policiais por crimes como peculato e violação de domicílio, as investigações sobre a morte dos 117 civis seguem sem conclusão definitiva.

Um relatório recente da Human Rights Watch reforçou as críticas à condução da operação, apontando a ausência de perícia técnica e a manipulação deliberada de câmeras corporais pelos agentes. O documento destaca indícios de execuções, baseando-se no fato de que 60% das vítimas foram atingidas por quatro ou mais disparos. Em resposta às falhas identificadas, o procurador-geral de Justiça expediu recomendações em março de 2026 para aprimorar o protocolo de uso de câmeras pelas forças de segurança estaduais.

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