A Operação Contenção RJ foi uma ação policial realizada em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, Rio de Janeiro, resultando em 122 mortes e sendo considerada a mais letal da história do país. O objetivo declarado era conter o avanço do Comando Vermelho, mas a operação gerou grande controvérsia devido a indícios de graves violações de direitos humanos. O STF, através do ministro Alexandre de Moraes, determinou a perícia das imagens e cobrou esclarecimentos de diversas instituições, enquanto o Ministério Público do RJ já apresentou denúncias contra policiais envolvidos.
A Operação Contenção foi uma ação policial realizada em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Considerada a operação mais letal dos últimos anos no estado e a mais letal da história do País, resultou na morte de 122 pessoas, incluindo 5 policiais. O objetivo declarado da Segurança Pública do Rio de Janeiro era conter o avanço da facção criminosa Comando Vermelho. Em fevereiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo do Rio de Janeiro enviasse à Polícia Federal (PF) as câmeras e imagens capturadas durante a operação para perícia, no âmbito da ADPF das Favelas. Inicialmente, foi concedido um prazo de 15 dias, que posteriormente foi estendido para 20 dias a pedido do próprio governo fluminense. Moraes também cobrou esclarecimentos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre suas atuações na operação. A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados concluiu, em relatório, que houve "grave violação dos direitos humanos", com indícios de execuções e torturas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já apresentou oito denúncias de ilegalidade contra 19 policiais militares envolvidos na operação, por crimes como invasão a domicílios, obstrução de câmeras corporais, apropriação de bens e constrangimento de moradores.
A Operação Contenção ocorreu em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, áreas conhecidas pela presença do Comando Vermelho. A justificativa oficial para a operação, que mobilizou as polícias civil e militar para cumprir 180 mandados de prisão e busca e apreensão, foi a necessidade de conter o avanço dessa facção criminosa e prender lideranças criminosas. No entanto, a operação gerou grande controvérsia devido ao elevado número de mortes, totalizando 122 pessoas, sendo 117 civis e 5 policiais. A ação resultou em 113 prisões, sendo 33 de pessoas de fora do Rio, e na apreensão de 118 armas e 1 tonelada de drogas. A letalidade da ação levou a discussões e questionamentos por parte de organismos de direitos humanos, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que abordou o tema com o governador Cláudio Castro e, posteriormente, realizou uma audiência em 11 de março de 2026 para emitir recomendações ao Brasil. À época, o governador Cláudio Castro (PL) classificou a operação como "um sucesso", enquanto a Defensoria Pública do Estado apontou indícios de ilegalidades e violações de direitos.
Em 4 de fevereiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em decisão proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, deu um prazo de 15 dias para que o governo do Rio de Janeiro encaminhasse à Polícia Federal todas as câmeras e imagens da operação para perícia e elaboração de laudos. Em 5 de fevereiro de 2026, Moraes determinou que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o governo do Estado do Rio de Janeiro prestassem esclarecimentos sobre a atuação na megaoperação. O ministro concedeu prazo de cinco dias para que o MPRJ esclareça sua participação em todas as etapas da operação, em especial no exercício do controle externo da atividade policial, e detalhe por que essa atribuição foi desempenhada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – e não pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), criado em fevereiro de 2025 para monitorar a letalidade e violações de direitos humanos em operações policiais. Ao CNJ, Moraes determinou que informe o estágio atual da análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial apresentado pelo governo estadual em dezembro. Em 19 de fevereiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes ampliou o prazo para o governo do Rio de Janeiro entregar as câmeras e imagens da Operação Contenção à Polícia Federal, passando de 15 para 20 dias. A decisão atendeu a um pedido do próprio governo fluminense, que solicitou mais tempo para reunir todo o material. A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados concluiu, em relatório, que houve "grave violação dos direitos humanos, com indícios consistentes de execuções, torturas, ocultação de cadáveres, adulteração de cenas de crime e abuso institucional" durante a operação.
Em 12 de março de 2026, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou mais duas denúncias contra dez policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) por crimes cometidos durante a Operação Contenção. As denúncias incluem invasão a domicílios e obstrução de câmeras corporais. A 2ª Promotoria de Justiça detalhou que os agentes utilizaram ferramentas como chaves mestras, facões e chaves de fenda para entrar em imóveis sem autorização judicial ou consentimento, e que, dentro das casas, consumiram produtos e vasculharam objetos. Cinco policiais desse grupo também foram acusados de manipular câmeras operacionais portáteis, posicionando-as de forma inadequada para impedir a visualização, desrespeitando a obrigatoriedade do uso do equipamento. Desde a operação, o MPRJ já realizou oito denúncias de ilegalidade contra um total de 19 policiais militares, incluindo acusações de apropriação de fuzil abandonado, peças de carro, invasões a domicílio, constrangimento de moradores e subtração de outros bens. Os casos serão julgados pela Auditoria Militar.