Federal Reserve mantém taxa de juros entre 3,75% e 4%
O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada, com o presidente Kevin Warsh indicando que ainda não há conclusões definitivas sobre a política.
Pontos principais
- O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) manteve a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4%.
- Kevin Warsh afirmou que o 'remédio' monetário está começando a surtir efeito na economia.
- A inflação permanece acima da meta de 2% medida pelo PCE há quase seis anos.
- O PIB do terceiro trimestre dos EUA deve ter registrado crescimento superior a 3%.
- O Fed aguarda novos indicadores econômicos para avaliar o cenário inflacionário.
O Federal Open Market Committee (FOMC) decidiu manter a taxa de juros dos fundos federais na faixa de 3,75% a 4%. Em coletiva de imprensa, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, declarou que, embora as medidas de política monetária estejam começando a surtir efeito, ainda não existem conclusões definitivas sobre o curso futuro das taxas. Warsh ressaltou que as discussões internas do banco central têm sido sóbrias e profundas diante do cenário econômico atual.
O presidente do Fed destacou que a atividade econômica dos Estados Unidos apresenta expansão forte, com o PIB do terceiro trimestre projetado acima de 3% e investimentos empresariais robustos. No entanto, ele reforçou que a inflação permanece elevada e acima da meta de 2% há quase seis anos, o que mantém a estabilidade de preços como prioridade máxima da instituição. O mercado agora aguarda a divulgação de novos dados, incluindo o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Fontes primárias
Federal Reserve issues FOMC statement (28/10/2026)
O Comitê manteve a faixa-alvo da taxa de juros dos fundos federais em 3¾% a 4%, em apoio ao duplo mandato do Fed, e segue mantendo reservas abundantes no sistema bancário. A atividade econômica está em expansão em ritmo forte; a incerteza segue elevada, em parte por desenvolvimentos geopolíticos, mas os gastos domésticos são resilientes, a produtividade cresce com força e o investimento de capital é robusto. Os ganhos de emprego acompanharam o crescimento da força de trabalho e a taxa de desemprego mudou pouco. A inflação segue elevada; o acúmulo de mais informação ajudará o Comitê a definir a postura de política adequada para um retorno oportuno da inflação à meta de 2%. A decisão foi por 10 votos a 2. Lisa D. Cook e Beth M. Hammack votaram contra, preferindo elevar a faixa-alvo em 0,25 ponto percentual.
Transcrição (preliminar) — declaração de abertura do presidente Warsh, 28/10/2026
Transcrição preliminar da declaração de abertura de Kevin Warsh na coletiva. Reafirma a decisão de manter a faixa de 3¾% a 4% e a prioridade à estabilidade de preços. Diz que o crescimento se fortaleceu: o PIB do primeiro semestre foi revisado de 1,8% para 2,4%, e o terceiro trimestre deve ter crescido acima de 3%, com investimento empresarial perto de dois dígitos. O desemprego está abaixo do de um ano atrás e as solicitações de seguro-desemprego seguem nos níveis mais baixos em gerações. Afirma que a inflação segue acima da meta há quase seis anos e que energia e preços relacionados voltaram a subir. Diz que as condições financeiras apertaram para alguns tomadores, mas que não as considera 'apertadas'. Anuncia mudança no calendário do FOMC: oito reuniões por ano a partir do próximo outono; em 2027, uma reunião só para estratégia de política monetária, sem votação de juros nem comunicado; em 2028, duas reuniões de estratégia e seis de política. O arquivo traz apenas a declaração de abertura, sem perguntas e respostas.
