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Esther George diz que Warsh enfrentará pressão para subir juros

Ex-presidente do Fed de Kansas City afirma que inflação persistente forçará o banco central a considerar altas, contrariando expectativas de cortes.

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Foto: Times Brasil
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28/08 às 11:15, atualizado 19:02

Pontos principais

  • Esther George, ex-presidente do Fed de Kansas City, afirmou que a inflação atual exige postura rígida do Federal Reserve.
  • A economista declarou que não cortaria os juros se estivesse no lugar de Kevin Warsh, atual presidente do Fed.
  • Segundo George, há uma probabilidade real de o comitê precisar discutir seriamente o aumento das taxas de juros.
  • A declaração reflete uma divergência com as pressões públicas do presidente Donald Trump por reduções nas taxas.
  • George recomendou que planejadores financeiros se preparem para um cenário de juros mais altos por um período prolongado.
  • A inflação foi classificada por George como um problema persistente que não tem apresentado o arrefecimento esperado.
  • O presidente do Fed, Kevin Warsh, reiterou em Jackson Hole que a meta de 2% de inflação continua sendo a prioridade central.
  • Warsh expressou ceticismo sobre a eficácia do 'forward guidance' e defende decisões baseadas estritamente em dados econômicos.
  • O mercado financeiro reduziu as apostas em cortes de juros para setembro, refletindo a incerteza sobre a trajetória da política monetária.

A ex-presidente do Federal Reserve de Kansas City, Esther George, afirmou que o atual presidente do banco central, Kevin Warsh, enfrentará uma pressão crescente para sinalizar um endurecimento na política monetária. Em entrevista à Fortune, George destacou que a inflação nos Estados Unidos permanece como um desafio persistente, contrariando as expectativas de uma trajetória de queda que permitiria o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros. Segundo a economista, a realidade econômica atual pode forçar o Fed a considerar um aumento, e não uma redução, nos juros para garantir o retorno à meta de 2%.

As declarações de George ganham relevância ao contrastar com as pressões públicas exercidas pelo presidente Donald Trump, que tem defendido abertamente a redução das taxas para estimular a economia. Ao ser questionada sobre qual seria sua decisão caso ocupasse a cadeira de Warsh, George foi enfática ao afirmar que não optaria por cortes, sugerindo que o mercado e os agentes econômicos devem se preparar para um ambiente de juros elevados por mais tempo do que o antecipado inicialmente.

Durante o recente simpósio econômico em Jackson Hole, o próprio Kevin Warsh reforçou o compromisso da instituição com a estabilidade de preços, embora tenha evitado fornecer sinalizações específicas sobre os próximos passos do comitê. Warsh defendeu uma abordagem baseada na análise rigorosa de dados, argumentando que o excesso de orientações futuras pode limitar a flexibilidade do Fed diante de mudanças estruturais no cenário macroeconômico. Com a inflação ainda acima da meta, a reunião de setembro do Federal Reserve é vista por analistas como um ponto de inflexão decisivo para a política monetária americana.

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