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Relatório da ONU acusa Israel de manter atos de genocídio em Gaza

A Comissão de Inquérito Independente da ONU afirma que forças israelenses continuam a cometer atos genocidas em Gaza após o cessar-fogo de outubro de 2025, e que a situação na Cisjordânia se deteriorou drasticamente.

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Foto: Global News CA World
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27/10 às 11:01, atualizado 12:03

Pontos principais

  • Entre 10 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, 1.431 palestinos foram mortos em Gaza, entre eles ao menos 300 crianças e 130 mulheres, e 5.026 ficaram feridos.
  • Nos bombardeios de 28 e 29 de outubro de 2025, 104 palestinos morreram, 46 deles crianças; as forças israelenses classificaram oito dos mortos como membros do Hamas e da Jihad Islâmica.
  • A área sob controle israelense em Gaza passou de 53% para pelo menos 60% do território previsto no acordo de cessar-fogo, até 2 de setembro de 2026.
  • Forças israelenses mataram 1.080 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026; em 2023 e 2024 foram quase 500 mortes por ano, o maior número desde o início da série de dados, em 2005.
  • A comissão afirma que a Autoridade Palestina reprime críticos, incluindo jornalistas e defensores de direitos humanos, e conclui que suas forças violaram o direito à vida em um caso de dezembro de 2024.

A Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado afirma, em relatório enviado à Assembleia Geral, que as forças israelenses continuam a cometer atos genocidas em Gaza, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, os palestinos do território. Segundo a comissão, os ataques prosseguiram após o cessar-fogo, com bombardeios, artilharia, drones e tiros, e a maioria dos alvos de outubro de 2025 ficava em bairros residenciais densamente povoados ou perto deles.

A comissão também diz que a chamada linha amarela, demarcação provisória do cessar-fogo, virou uma fronteira de fato em expansão. Ela contesta o relatório do Board of Peace ao Conselho de Segurança, de maio de 2026, que dizia que o cessar-fogo se manteve em grande parte. Israel não respondeu às duas solicitações de informação enviadas pela comissão.

Na Cisjordânia, a operação Muro de Ferro, iniciada em janeiro de 2025, levou ao maior deslocamento de palestinos desde 1967, com 34.176 ainda deslocados em agosto de 2026. A comissão diz não conhecer nenhuma investigação efetiva, disciplinar ou judicial, conduzida pelas autoridades israelenses nos casos que examinou.

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