Comissão da ONU aponta crimes de guerra e genocídio em Gaza; governo israelense rejeita as conclusões e classifica o relatório como difamatório.
A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU divulgou um relatório que eleva a gravidade das acusações contra as forças de segurança de Israel, classificando as operações militares em Gaza como genocídio. O documento sustenta que crianças palestinas têm sido alvos deliberados, configurando crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Segundo os especialistas, cerca de 20 mil crianças morreram no conflito entre 2023 e 2025, o que equivale a 30% do total de óbitos registrados no período. Além das hostilidades em Gaza, a comissão documentou casos de tortura e maus-tratos contra menores palestinos detidos na Cisjordânia.
A formalização dessas denúncias intensifica a pressão diplomática sobre o governo israelense, que reagiu prontamente às alegações. Em resposta, autoridades de Israel rejeitaram as conclusões do painel, descrevendo o relatório como uma farsa difamatória. O governo argumenta que o documento ignora o contexto de ameaça terrorista imposto pelo Hamas e sustenta que as forças armadas se esforçam para minimizar danos a civis. O embate jurídico e diplomático reforça o debate global sobre a proteção de crianças em zonas de conflito e a responsabilidade das partes em respeitar o direito internacional humanitário durante as hostilidades em curso.
G1 Mundo • 23 jun, 10:43
BBC World • 23 jun, 08:10
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