Preço da cenoura cai 16% em setembro enquanto hortaliças sobem
No atacado brasileiro, a Conab registra queda de 16% no preço da cenoura em setembro, enquanto tomate, batata e cebola subiram com as chuvas que desaceleraram a colheita.
Pontos principais
- A cenoura recuou 16% na média ponderada de setembro, mesmo com menor volume comercializado nas Ceasas.
- Tomate subiu 48,9%, batata 32,88% e cebola 29,31% na média ponderada de setembro.
- A batata reverteu dois meses consecutivos de queda; só a Ceasa de Santa Catarina registrou baixa no preço.
- A alface subiu 15,69% na média ponderada, e 48,3% na Ceagesp frente à média de agosto.
- Maçã e laranja subiram 11,99% e 3,28%; melancia, mamão e banana caíram 11,06%, 8,92% e 2,63%.
- Nos nove primeiros meses de 2026, as exportações de frutas e hortaliças somaram 909 mil toneladas, 6,61% mais em volume que em igual período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
- A receita dessas exportações chegou a US$ 1,17 bilhão, 17,56% acima do mesmo período de 2025.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 10º Boletim do Prohort, a cenoura seguiu em queda na primeira quinzena de outubro. A Conab atribui o recuo às chuvas no Sul e no Sudeste, que limitaram a oferta e prejudicaram a qualidade das raízes.
Nas demais hortaliças, o efeito foi o oposto. Tomate, batata, cebola e alface subiram com as chuvas que desaceleraram a colheita, dificultaram os plantios e retardaram a maturação do tomate. A Conab aponta que as chuvas podem atrasar os plantios de batata e tornar a colheita mais tardia, o que tende a manter a pressão de alta.
Entre as frutas, a alta da maçã vem do consumo acelerado dos estoques das câmaras frias após o fim da safra 2025/26, com queda nas vendas. A melancia caiu na segunda quinzena de setembro, com a recuperação da produção em Uruana, Goiás.
