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Israel realiza eleições decisivas após ataques de 7 de outubro

Cerca de 7,3 milhões de eleitores vão às urnas em Israel para definir o novo parlamento em meio a uma disputa acirrada entre Benjamin Netanyahu e a oposição.

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Foto: InfoMoney
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27/10 às 02:45, atualizado 10:33

Pontos principais

  • As urnas foram abertas para a primeira eleição em Israel desde os ataques de 7 de outubro de 2023.
  • O pleito define a composição das 120 cadeiras do 25º Knesset, o parlamento israelense.
  • Pesquisas indicam uma disputa apertada entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o oposicionista Gadi Eisenkot.
  • Nenhum dos blocos políticos possui maioria clara para atingir as 61 cadeiras necessárias para formar governo.
  • A taxa de comparecimento inicial atingiu 16,7% nas primeiras três horas, o maior índice desde 1981.
  • A campanha de Netanyahu foca na segurança, enquanto a oposição critica falhas na gestão da guerra e na proteção do país.
  • O sistema proporcional de Israel pode exigir semanas de negociações para a formação de uma nova coalizão.

Israel iniciou nesta terça-feira o processo eleitoral mais importante de sua história recente, sendo esta a primeira votação realizada desde os ataques de 7 de outubro de 2023. Cerca de 7,3 milhões de cidadãos estão aptos a votar para definir a composição das 120 cadeiras do 25º Knesset, em um cenário marcado por alta mobilização e um comparecimento recorde nas primeiras horas do pleito. A disputa central ocorre entre a coalizão de extrema-direita liderada pelo atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o bloco de oposição encabeçado pelo general aposentado Gadi Eisenkot.

O clima político é de incerteza, com pesquisas de opinião indicando que nenhum dos lados deve alcançar a maioria de 61 cadeiras necessária para governar sem negociações complexas. Enquanto Netanyahu busca manter seu sétimo mandato enfatizando sua imagem de autoridade em segurança e alinhamento com o presidente americano Donald Trump, seus adversários focam nas falhas de segurança reveladas pelos ataques do Hamas e na gestão das guerras em curso. Caso o impasse na formação de uma coalizão persista, o país poderá enfrentar um longo período de instabilidade política ou a convocação de novas eleições no próximo ano.

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