Israel realiza eleições legislativas sob impacto de conflitos regionais
O pleito desta terça-feira opõe o bloco de Netanyahu à oposição, e o escalão político aprovou o fechamento de todas as passagens terrestres no dia da votação.
Pontos principais
- As eleições ocorrem em 27 de outubro de 2026, as primeiras desde o início da guerra contra o Hamas e o Irã.
- O sistema proporcional israelense exige a formação de coalizões, com pesquisas indicando um cenário de disputa acirrada.
- A campanha é dominada por temas como segurança nacional, o custo econômico da guerra e o serviço militar para ultraortodoxos.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca manter seu legado frente à oposição liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot.
- As FDI decidiram que, de domingo a segunda-feira, trabalhadores palestinos não podem entrar em comunidades israelenses da Judeia, Samaria e Vale do Jordão para trabalhar, exceto zonas industriais e algumas áreas aprovadas.
- O escalão político aprovou a proibição de entrada e saída de trabalhadores palestinos em toda a Judeia, Samaria e Vale do Jordão, incluindo zonas industriais, e o fechamento de todas as passagens terrestres no dia da eleição, terça-feira, 27 de outubro.
Israel realiza nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, eleições legislativas decisivas em um cenário de profunda instabilidade regional. O pleito, que ocorre pela primeira vez desde o início dos conflitos contra o Hamas e o Irã, coloca em xeque o longo legado político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A campanha eleitoral foi pautada pela gestão da segurança nacional, os impactos econômicos da guerra e divisões internas sobre o serviço militar obrigatório para judeus ultraortodoxos.
Devido ao sistema eleitoral proporcional, a formação de uma maioria no Knesset permanece incerta, com pesquisas apontando um impasse entre o bloco de Netanyahu e a oposição liderada por Gadi Eisenkot. A dificuldade em atingir as 61 cadeiras necessárias sugere que o país poderá enfrentar um longo período de negociações para a formação de uma nova coalizão de governo.
As restrições foram decididas após avaliação situacional das Forças de Defesa de Israel (FDI) e recomendação do establishment de segurança, e atingem a Judeia, a Samaria (Cisjordânia) e o Vale do Jordão.
