Série da USP alerta para crise e branqueamento de corais no Brasil
Pesquisadores da USP lançam série sobre a ameaça aos corais, destacando o branqueamento em massa e a contaminação por plásticos nos oceanos.
Pontos principais
- Série 'Corais em crise' explora a biologia e os riscos ambientais aos recifes.
- O aquecimento das águas rompe a simbiose essencial entre corais e microalgas.
- Recifes em Maragogi registraram taxa de mortalidade de 88% em 2024.
- Estudos avaliam se recifes mesofóticos podem atuar como refúgios climáticos.
- Pesquisas apontam alta incidência de resíduos plásticos em áreas profundas.
O Centro de Biologia Marinha da USP lançou a série 'Corais em crise', composta por quatro reportagens que detalham os desafios enfrentados pelos recifes brasileiros e globais. O conteúdo destaca que o aquecimento das águas tem provocado o branqueamento em massa, processo que interrompe a simbiose vital entre os corais e as microalgas. Em 2024, o litoral de Maragogi, em Alagoas, exemplificou a gravidade do problema ao registrar uma taxa de mortalidade de 88% nos corais locais.
Além do impacto térmico, a série investiga se os ecossistemas mesofóticos, localizados entre 30 e 150 metros de profundidade, podem servir como refúgios contra as mudanças climáticas. Contudo, os pesquisadores alertam que esses ambientes também enfrentam ameaças severas, sendo identificados como áreas com alta concentração de resíduos plásticos. O projeto busca conscientizar sobre a importância desses organismos para a biodiversidade marinha e a urgência de medidas de preservação.
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