Bancos de rodolitos abrigam 1% da vida marinha na costa brasileira
Pesquisa do Instituto do Mar da Unifesp revela que estruturas de algas calcárias são essenciais para a biodiversidade marinha no Brasil.
Pontos principais
- Rodolitos são algas calcárias que formam estruturas rígidas no fundo do mar.
- Estudo estima que esses ambientes concentram cerca de 1% da vida marinha nacional.
- Pesquisas foram realizadas no Banco de Abrolhos e na Ilha da Queimada Grande.
- Ecossistemas estão sob risco devido à exploração de fertilizantes, gás e petróleo.
Uma pesquisa conduzida pelo Instituto do Mar da Unifesp identificou que os bancos de rodolitos, estruturas rígidas formadas por algas calcárias, desempenham um papel fundamental na preservação da biodiversidade brasileira. O estudo estima que esses ambientes abrigam cerca de 1% de toda a vida marinha na costa do país, servindo como abrigo e proteção para diversas espécies. As análises foram realizadas em pontos estratégicos, como o Banco de Abrolhos, na Bahia, e a região da Ilha da Queimada Grande, em São Paulo.
Apesar de sua relevância ecológica, esses ecossistemas enfrentam ameaças crescentes decorrentes da atividade humana. O interesse econômico na extração de material para a produção de fertilizantes, somado aos projetos de exploração de gás e petróleo nas proximidades, coloca em risco a integridade dessas formações. Especialistas alertam que a degradação dessas áreas pode comprometer o equilíbrio biológico das regiões afetadas.
