CoreWeave tinha US$ 35,6 bilhões em dívida em junho e juros mais que dobraram
A CoreWeave informou à SEC que devia US$ 35,6 bilhões em 30 de junho de 2026, e que sua despesa de juros líquida do segundo trimestre mais que dobrou em um ano.
Pontos principais
- Vencimentos de principal de US$ 4,4 bilhões no restante de 2026, US$ 6,2 bilhões em 2027 e US$ 4,4 bilhões em 2028.
- Entre abril e junho, emitiu US$ 2,8 bilhões em notas de 9,75% com vencimento em 2031, US$ 4,0 bilhões em conversíveis de 2032, US$ 1,3 bilhão em notas de 9,625% (2032) e € 2,0 bilhões em notas (2032).
- A despesa de juros líquida foi de US$ 640 milhões no trimestre, contra US$ 267 milhões um ano antes, o que a companhia atribui ao aumento do volume de empréstimos e da dívida total.
- No primeiro semestre, o serviço da dívida somou US$ 6,2 bilhões (US$ 5,2 bilhões de principal e US$ 982 milhões de juros), enquanto o caixa gerado nas operações foi de US$ 3,7 bilhões.
- A carteira de obrigações de desempenho não cumpridas (RPO) somava US$ 103,7 bilhões em 30 de junho, 41% dos quais a reconhecer até junho de 2028.
- Fraquezas materiais de controle interno identificadas em períodos anteriores seguem em remediação; a companhia diz que ainda não pode concluir se as medidas as corrigirão, e a avaliação deve continuar até o fim de 2026.
A CoreWeave tem sede em Livingston, Nova Jersey, nos Estados Unidos, e se apresenta como a nuvem essencial para IA. Parte da dívida é sem recurso à controladora: nesses casos, os credores só podem cobrar os ativos das subsidiárias que a contraíram, salvo garantias limitadas.
A companhia tinha US$ 10,0 bilhões ainda não sacados em linhas de crédito rotativo e facilidades de empréstimo a prazo, e caixa e equivalentes de US$ 5,5 bilhões ao fim de junho. Se o fluxo de caixa e os recursos de capital forem insuficientes para o serviço da dívida, a empresa diz que pode enfrentar problemas relevantes de liquidez, e não afirma que isso já acontece.
