Painel da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza e crimes na Cisjordânia
Comissão da ONU afirma que Israel segue cometendo atos genocidas em Gaza e crimes contra a humanidade na Cisjordânia; o governo israelense rejeita as acusações.
Pontos principais
- Quinto relatório da comissão à Assembleia Geral, em versão não editada datada de 14 de outubro de 2026.
- Em Gaza, 1.431 palestinos foram mortos entre 10 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, entre eles ao menos 300 crianças.
- Na Cisjordânia, 137 palestinos foram mortos no mesmo período. No território ocupado como um todo, são mais de 75 mil mortos desde outubro de 2023, incluindo ao menos 21.500 crianças.
- Autoridades israelenses alegam que os ataques respondem a violações do cessar-fogo.
- A comissão diz que seus achados contradizem o relatório do Board of Peace ao Conselho de Segurança, em maio, segundo o qual o cessar-fogo se manteve em grande parte.
- A comissão também conclui que a Autoridade Palestina violou o direito à vida e à segurança da pessoa.
A Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU afirma que autoridades e forças israelenses continuam a cometer atos genocidas em Gaza, com intenção de destruir, no todo ou em parte, os palestinos do território. A comissão já havia concluído, em relatórios anteriores, que Israel cometeu genocídio em Gaza.
Na Cisjordânia, a comissão conclui que Israel cometeu crimes contra a humanidade de extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, e perseguição. Israel não respondeu às duas solicitações de informação enviadas pela comissão.
