Justiça autoriza acesso a documentos sigilosos sobre morte de Tancredo Neves
Família de Tancredo Neves terá acesso a prontuários médicos de 1985 para investigar possíveis erros no tratamento do ex-presidente.
Pontos principais
- O TRF-1 autorizou por unanimidade a abertura de documentos sigilosos sobre a internação de Tancredo Neves.
- A família do ex-presidente busca esclarecer a causa da morte e apurar possíveis erros médicos.
- Conselhos de Medicina devem liberar prontuários e a lista de profissionais que atenderam o político.
- Tancredo Neves faleceu em 21 de abril de 1985 após passar por sete cirurgias.
- O processo judicial para a quebra do sigilo tramitava há mais de uma década.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, por unanimidade, autorizar que a família de Tancredo Neves tenha acesso a documentos e prontuários médicos sigilosos referentes ao período em que o ex-presidente esteve internado no Hospital de Base, em Brasília. A medida atende a um pedido antigo dos familiares, que questionam a versão oficial sobre o óbito e buscam investigar a possibilidade de erro médico durante o tratamento que antecedeu a morte do político em 21 de abril de 1985.
Com a decisão, o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal deverão disponibilizar os registros, incluindo a relação completa dos médicos responsáveis pelo atendimento. O processo, que tramitava há mais de dez anos, visa esclarecer as circunstâncias das sete cirurgias realizadas no ex-presidente, encerrando um longo impasse jurídico sobre o sigilo das informações clínicas da época.
