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Juiz federal declara ilegal a demissão de Maurene Comey

Tribunal ordena a reintegração da procuradora Maurene Comey, filha do ex-diretor do FBI, após concluir que sua demissão em 2025 violou a lei federal.

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Foto: SCMP - World
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26/10 às 14:01, atualizado 16:32

Pontos principais

  • O juiz federal Jesse M. Furman decidiu que a demissão de Maurene Comey foi ilegal e violou o Civil Service Reform Act (CSRA).
  • A decisão judicial ordena que a administração Trump reintegre a procuradora e pague os salários retroativos desde julho de 2025.
  • Maurene Comey atuou como assistente da procuradoria dos EUA em Nova York por uma década antes de ser dispensada.
  • O tribunal rejeitou a tese do governo de que o Artigo II da Constituição permitiria a remoção de procuradores sem justa causa.
  • A sentença concluiu que o Departamento de Justiça não seguiu o devido processo legal exigido para a remoção de funcionários federais.
  • O Departamento de Justiça dos EUA manifestou discordância com a decisão judicial e informou que pretende recorrer do veredito.

O juiz federal Jesse M. Furman, do Distrito Sul de Nova York, determinou que a demissão de Maurene Comey, ocorrida em julho de 2025, foi ilegal. Em sua decisão, o magistrado concluiu que o Departamento de Justiça violou o Civil Service Reform Act (CSRA) ao dispensar a procuradora sem apresentar justa causa ou seguir os procedimentos de notificação e direito de resposta exigidos por lei. O tribunal rejeitou explicitamente o argumento da administração Trump de que o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos conferiria ao governo poderes irrestritos para remover procuradores federais sem o devido processo legal.

Como resultado da sentença, o governo foi ordenado a reintegrar Maurene Comey ao seu cargo e realizar o pagamento dos salários retroativos referentes ao período em que esteve afastada. A procuradora, que serviu como assistente da procuradoria por dez anos e possuía um histórico de avaliações positivas, alegou que sua saída foi motivada por perseguição política devido à sua relação familiar com o ex-diretor do FBI, James Comey. O Departamento de Justiça dos EUA declarou que discorda da interpretação do juiz Furman e confirmou que pretende recorrer da decisão para reverter a ordem de reintegração.

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