O ex-diretor do FBI, James Comey, foi indiciado pelo Departamento de Justiça pela segunda vez, por uma postagem em rede social interpretada como ameaça ao presidente Trump.
James Comey, ex-diretor do FBI e figura proeminente na política americana, foi indiciado pelo Departamento de Justiça pela segunda vez. As acusações incluem fazer uma ameaça contra o presidente e transmiti-la via mídia social através de fronteiras estaduais. A base da acusação é uma postagem de Comey nas redes sociais de 2025, que exibia conchas arranjadas para formar a sequência '8647'. Críticos e o governo Trump interpretaram essa sequência como uma ameaça ou incitação à violência contra o presidente Donald Trump, o 47º presidente, com a sequência '86' podendo significar 'dispensar' ou 'matar'. O indiciamento afirma que a fotografia de conchas foi considerada 'intenção de causar dano'.
Comey, por sua vez, defendeu que a mensagem era de cunho político e não de violência, removendo a postagem após a repercussão. Ele alegou inocência, afirmando não ter conhecimento da associação dos números com violência e ser contra qualquer tipo de violência. Em um vídeo, Comey afirmou sua inocência, sua falta de medo e sua crença no judiciário federal independente, enfatizando que a situação não reflete os valores do país ou do Departamento de Justiça, e expressou esperança na restauração desses valores. O caso mais recente provavelmente será contestado com base nas proteções da Primeira Emenda da Constituição dos EUA sobre a liberdade de expressão.
Esta nova acusação criminal contra Comey pelo Departamento de Justiça é a segunda, e ocorre após uma tentativa anterior, no ano passado, de indiciá-lo por supostamente mentir ao Congresso em 2020, acusação que não prosperou e foi arquivada por um juiz federal, embora o Departamento de Justiça esteja recorrendo. O procurador-geral interino, Todd Blanche, agiu rapidamente nas exigências de Trump, após a destituição de sua antecessora, Pam Bondi.
A relação entre Comey e Trump tem sido tensa desde o início, culminando na demissão de Comey em 2017 durante a investigação sobre a interferência russa nas eleições. Este segundo processo criminal alimenta a percepção de perseguição política por parte do governo Trump, com o Departamento de Justiça dos EUA apresentando formalmente as acusações criminais.
The Guardian World • 29 abr, 07:01
InfoMoney • 28 abr, 19:30
Folha de São Paulo - Mundo • 28 abr, 19:15
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