Economista da Apollo não vê retorno da IA fora da tecnologia nos EUA
Segundo Torsten Slok, economista-chefe da Apollo, não há sinal de melhora em receita nem em margens fora das sete maiores de tecnologia do S&P 500, e o gasto com tokens começa a pesar como custo.
Pontos principais
- Receita por trabalhador sobe nas Magnificent 7 e fica estável no S&P 493, em valores ajustados pela inflação (base: 4º trimestre de 2019).
- Margens de lucro sobem nas Magnificent 7 e ficam estáveis no S&P 493.
- Slok diz não haver sinais de que a IA esteja elevando o crescimento da produtividade, medido pela PTF ajustada à utilização de fatores do Fed de São Francisco.
- Empresas apoiadas por capital de risco gastam cada vez mais em tokens, mas o corporativo tradicional não precisa dos modelos mais recentes e não quer pagar por eles.
- Para o corporativo tradicional, o gasto com tokens passa a ser visto como custo que pressiona margens, e não como fonte de crescimento.
- Enquanto agentes de IA e gasto com tokens ficarem restritos a uma pequena parte da economia, os efeitos macroeconômicos da IA seguirão muito limitados.
- Slok diz que a IA não entende responsabilização, confiança, cultura, regras não escritas, trade-offs éticos nem justiça, fatores que moldam o risco reputacional e, no fim, a receita e as margens.
Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, escreveu em 24 de outubro de 2026 que a IA ainda não trouxe retorno financeiro às empresas americanas fora do setor de tecnologia. Ele separa as sete maiores companhias de tecnologia, as Magnificent 7, das outras 493 do S&P 500, o 'S&P 493', e diz que apenas nas primeiras a receita por trabalhador e as margens sobem.
Para o restante do índice, Slok afirma que o gasto com tokens deixa de ser fonte de crescimento e passa a pesar como custo sobre as margens. A pergunta, segundo ele, é se o corporativo tradicional conseguirá transformar inteligência mais barata em mais receita e margem, algo que pode ser mais difícil do que parece. A conclusão de Slok é que a história da IA será decidida no S&P 493, e que, até agora, não há evidência de melhora de receita ou margens fora do setor de tecnologia.
