Protestos estudantis ganham adesão de sindicatos na França
A CGT pede que assembleias de trabalhadores decidam generalizar a greve de 5 de novembro, depois de o governo, segundo o sindicato, recusar responder às reivindicações em reunião em Matignon, em Paris.
Pontos principais
- A CGT diz que a mobilização reúne trabalhadores, estudantes, aposentados e desempregados.
- Na reunião em Matignon, em 21 de outubro, o governo recusou responder às reivindicações e não marcou data para receber as organizações de juventude, segundo a CGT.
- A secretária-geral Sophie Binet disse no encontro que a responsabilidade do governo é total e pediu que se respondesse à indignação social, ouvindo jovens, trabalhadores e aposentados.
- A CGT pede que assembleias gerais nos locais de trabalho decidam a generalização da greve em 5 de novembro, data de greve e manifestações da intersindical interprofissional.
- No sábado, 24 de outubro, a CGT diz que se colocará à disposição, onde houver condições, para que jovens e trabalhadores manifestem com segurança.
- A CGT condena a violência e a repressão policial da jornada de 17 de outubro, que, segundo a central, atingiu milhares de manifestantes.
- A CGT afirma que a manutenção da ordem pública é prerrogativa do Estado e pede mudança na estratégia de policiamento.
A CGT atribui a crise à vida cara, aos salários baixos, à precariedade e à redução dos serviços públicos, e diz que a falta de perspectiva para os jovens alimenta a mobilização. A jornada de 17 de outubro, que a central chama de ponto de virada, teve manifestações massivas, mas também violência e dano.
A generalização da greve ainda não está decidida: segundo a CGT, cabe às assembleias nos locais de trabalho deliberar sobre ela, e a data de 5 de novembro foi fixada pela intersindical interprofissional.
