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Protestos estudantis ganham adesão de sindicatos na França

A CGT pede que assembleias de trabalhadores decidam generalizar a greve de 5 de novembro, depois de o governo, segundo o sindicato, recusar responder às reivindicações em reunião em Matignon, em Paris.

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Foto: NYTimes World
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24/10 às 07:15, atualizado 14:15

Pontos principais

  • A CGT diz que a mobilização reúne trabalhadores, estudantes, aposentados e desempregados.
  • Na reunião em Matignon, em 21 de outubro, o governo recusou responder às reivindicações e não marcou data para receber as organizações de juventude, segundo a CGT.
  • A secretária-geral Sophie Binet disse no encontro que a responsabilidade do governo é total e pediu que se respondesse à indignação social, ouvindo jovens, trabalhadores e aposentados.
  • A CGT pede que assembleias gerais nos locais de trabalho decidam a generalização da greve em 5 de novembro, data de greve e manifestações da intersindical interprofissional.
  • No sábado, 24 de outubro, a CGT diz que se colocará à disposição, onde houver condições, para que jovens e trabalhadores manifestem com segurança.
  • A CGT condena a violência e a repressão policial da jornada de 17 de outubro, que, segundo a central, atingiu milhares de manifestantes.
  • A CGT afirma que a manutenção da ordem pública é prerrogativa do Estado e pede mudança na estratégia de policiamento.

A CGT atribui a crise à vida cara, aos salários baixos, à precariedade e à redução dos serviços públicos, e diz que a falta de perspectiva para os jovens alimenta a mobilização. A jornada de 17 de outubro, que a central chama de ponto de virada, teve manifestações massivas, mas também violência e dano.

A generalização da greve ainda não está decidida: segundo a CGT, cabe às assembleias nos locais de trabalho deliberar sobre ela, e a data de 5 de novembro foi fixada pela intersindical interprofissional.

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