Cerco rebelde em Taiz, no Iêmen, causa crise aguda de água potável
O cerco imposto pelos rebeldes Houthis a Taiz restringe o acesso a recursos básicos, ameaçando o abastecimento de água para mais de 1 milhão de pessoas.
Pontos principais
- O bloqueio dos Houthis impede a entrada de caminhões-pipa e limita o acesso a poços e usinas de dessalinização.
- O preço da água engarrafada subiu 75%, enquanto o custo de alimentos básicos aumentou cerca de 50%.
- A escassez de combustível compromete hospitais, saneamento e a coleta de lixo, elevando o risco de surtos de cólera.
- Cerca de 124 mil pessoas deslocadas chegaram à cidade desde agosto, sobrecarregando os recursos já limitados.
- A Anistia Internacional apelou aos rebeldes para que abram as estradas de acesso à cidade e evitem um desastre humanitário.
A cidade de Taiz, a terceira maior do Iêmen, enfrenta uma crise humanitária severa decorrente do cerco imposto pelos rebeldes Houthis. A restrição ao transporte de água e o bloqueio de acesso a poços e usinas de dessalinização deixaram mais de 1 milhão de residentes com necessidades básicas de água mal atendidas. Além da escassez hídrica, a falta de combustível impede a operação de serviços essenciais, como hospitais e sistemas de saneamento, o que aumenta significativamente o risco de propagação de doenças como a cólera na região.
A situação econômica local agravou-se drasticamente, com o preço da água engarrafada registrando uma alta de 75% e o custo de itens básicos, como arroz e farinha, subindo cerca de 50%. O cenário é pressionado pela chegada de aproximadamente 124 mil pessoas deslocadas desde agosto, que buscam refúgio na cidade. Diante do colapso iminente dos serviços públicos, a Anistia Internacional solicitou formalmente que os rebeldes Houthis abram as vias de acesso a Taiz, visando permitir a entrada de suprimentos vitais e evitar um desastre humanitário de grandes proporções.
