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PF pede ao STF investigação sobre tráfico de mulheres em festas de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal pediu ao STF, no Brasil, investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres para exploração sexual em festas de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a Corte ainda não definiu o andamento do caso.

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Foto: Times Brasil
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23/10 às 09:15, atualizado 11:32

Pontos principais

  • A Polícia Federal pediu ao STF investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres para exploração sexual em festas de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
  • Segundo a investigação, empresários e produtores ligados a Vorcaro selecionavam as participantes, divididas em “time A”, mais restrito, e “time B”, para eventos maiores.
  • Segundo a investigação, um dos produtores recebia cerca de R$ 120 mil por mês do banqueiro.
  • Uma das conversas do celular de Vorcaro indica que 99 mulheres foram levadas a Londres em 2024, em evento do Master com a presença de autoridades.
  • Se aberto, o inquérito ouviria mulheres que participaram dos eventos, inclusive estrangeiras, para checar coação e a existência de uma rede de exploração sexual.
  • O caso é separado da investigação sobre fraudes financeiras no Master.
  • Em setembro, Edson Fachin determinou ao relator, ministro André Mendonça, enviar o caso à Presidência do STF; a decisão sobre o andamento ainda não foi tomada.
  • A defesa de Vorcaro chama a investigação de “absurda” e diz que não há nenhum elemento que a justifique.

No Brasil, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres para exploração sexual em festas de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo a PF, mensagens do celular dele indicam que os encontros serviam para se aproximar de autoridades, e que empresários e produtores ligados a Vorcaro selecionavam as participantes. Se o inquérito for aberto, a PF quer ouvir mulheres que estiveram nos eventos, inclusive estrangeiras, para apurar coação e a existência de uma rede de exploração sexual. O caso corre separado da apuração de fraudes no Master.

A PF trata as mulheres como possíveis vítimas. Segundo a investigação, elas eram divididas em dois grupos e o uso de celulares era proibido. Uma conversa indica que 99 mulheres foram levadas a Londres em 2024, para evento patrocinado pelo Master com a presença de autoridades. Uma das suspeitas é que houvesse ucranianas que deixaram o país por causa da guerra; em mensagem de novembro de 2023, citada pelo UOL, Vorcaro escreveu a um interlocutor: “Tem que sobrar alguma refugiada para mim”.

O pedido foi dirigido ao presidente do STF, Edson Fachin, que em setembro determinou ao relator, ministro André Mendonça, a remessa do caso à Presidência da Corte. Fachin não se tornou relator, e o caso segue com a Presidência, sem decisão sobre seu andamento. A defesa de Vorcaro chama a apuração de “absurda” e diz que não há nenhum elemento que a justifique.

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